sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Depois de um longo inverno...


Ano Novo, achei de ir pra internet procurar nosso antigo blog, que cultivamos com muito carinho para ajudar as pessoas, em busca de uma solução culinária para um bolo de fubá diet...

Passados mais de 8 anos de sua publicação, não tinha muita esperança de que ainda existisse... Que surpresa legal! Tudo no lugar, com o lindo design que a Claudia criou. (Thanks Google!)

De lá pra cá, muita coisa mudou, paramos de fabricar os produtos Claris Light, e deixamos de trabalhar o blog. Também suspendemos o sonho de permitir a todas as pessoas com alguma profissionalização em culinária, como pequenas doceiras, talvez microempreendedores individuais, a fazerem produtos de qualidade para seus clientes, através do projeto Eu, Confeiteiro Diet (euconfeiteirodiet.blogspot.com.br), um troço que estava só na minha cabeça, mas sem forças para decolar.

Muita coisa mudou mesmo, nós mudamos, a tecnologia mudou, a sociedade mudou, as necessidades mudaram, o Brasil (ah, nosso querido Brasil) mudou... mas não muito

Mantenho a crença de que "o peixe morre pela boca", mais ainda essa semana que passou, em razão de uma experiência muito especial: estive internada 4 dias num ótimo hospital paulistano, e como não podia deixar de ser, observei o cardápio e a dinâmica do serviço de alimentação.

Todo meu respeito à equipe de nutrição, pois sei como é (ou pelo menos posso imaginar) ter que administrar gostos pessoais, orçamentos, exigências administrativas e sanitárias, as técnicas mesmas de nutrição e dietética, a questão cultural do pessoal de cozinha, a rotatividade, etc. mas não pude deixar de escrever para o SAC minha contribuição.

Saindo de lá, fui ao supermercado (hoje em dia já não vou tanto), e eureka! Está explicada a questão.

Verifique se esse é um fenômeno que também acontece com você: vou ao mercado e não consigo comprar quase nada... E isso já tem algum tempo. Já na feira, a gente tem a sensação, exceto pelos preços de produtos fora de época, de que poderia comprar tudo, e só não compra, porque no prazo de
7 dias, muita coisa pode se estragar sem que tenhamos tempo de preparar.

Voltando ao hospital, a história de oferecer lanchinhos rápidos nos intervalos das refeições principais (a melhor conduta do mundo), a reduzida quantidade de fibras em geral (cultura da farinha branca, do arroz polido, do "pão integral" com 90% de farinha refinada, da sobremesa geleificada, etc.), o
excesso de sal oferecido (além da comida, mais sachês extras de sal), o excesso de açúcar (suco de caixinha light, só para quem re-al-men-te precisa, quando podia ser pra todos, geléia doce toda hora, etc.), e as gorduras saturadas na forma de requeijão e manteiga, tudo isso me causou um certo espanto.

Espanto porque toda essa doutrina acabou me fazendo comer diferente. E espanto também porque, apesar de todo conhecimento em saúde e nutrição, percebi que nosso povo, de modo geral, avançou muito pouco no sentido de abraçar uma nova cultura alimentar.

Que venha 2016, com esperanças renovadas!

Tenham todos um Feliz Ano Novo.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Pururuca de porco

Esses dias comprei um pedaço de bacon no mercado, pela primeira vez na vida, e influenciada pela companhia que dizia que o tal bacon estava "magrinho"... E até que estava mesmo, dentro do possível.

Passou semanas na geladeira, sem que eu conseguisse imaginar um uso pra ele. Coisas de cozinheiro de primeira viagem. Mas enfim achei uso, e, como sobra, um naco de pele de porco.

Eu já sabia que com pele de porco se faz pururuca. E também tinha ouvido falar que pra ficar crocante tem que cozinhar antes. Pois bem, fiz e deu mais ou menos certo. Mas fiquei na dúvida se aquela pururuca, feito com a pele só, já tirada a camada de gordura, seria ou não seria um alimento gordo insalubre demais. Fiquei de pesquisar mas não deu nem tempo.

Ontem eu visitei a Fispal Food Service em São Paulo e eis que minha resposta veio prontinha, no colo, de fonte confiável. O expositor vem de Chapecó em Santa Catarina, região conhecida pela produção e abate de suínos, e justamente estava na feira apresentando produtos como pellets de pele de porco para fritar e fazer a pururuca. Me disseram que dá pra assar também, e que só cresce menos, mas também fica crocante.

A informação nutricional da pururuca, ainda antes de fritar, é a seguinte:

Em 14 gramas:
80 kcal (4% VD)
9 g ou 64% de proteínas (12% VD)
5 g ou 36% de gorduras (9% VD)
das quais, 2 g ou 14% de gorduras saturadas (9% VD)
sem carboidratos, sem gorduras trans.

Colesterol? Só 6% do VD por porção, menos que as gorduras.
Sódio também, só 9% do VD.

Considerando que é pele de porco, que tem tudo pra ser demonizado por tudo quanto é profissional de saúde, eu confesso que fiquei muito surpresa, e bem feliz com a descoberta.

Ah! E as proteínas, a maioria deve ser colágeno e elastina, que se não viram gelatina pra uso em balas, sorvetes, flans, pudins, mousses, cremes e outros cosméticos por aí, poderiam também ser vendidos na forma hidrolisada, como suplemento alimentar, que está em voga.

E viva a pururuca!

"No mundo nada se perde, nada se cria, tudo se transforma." Lavoisier.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fondue


Fondue (fundida) é um prato de origem Suíça, normalmente à base de queijo aquecido sobre uma lamparina, também conhecida como espiriteira ou rechaud, ou outra fonte de calor pouco intenso e do qual as pessoas se servem diretamente.
Consiste basicamente em uma mistura de queijos (normalmente dos queijos Gruyère e Emmental) fundidos com vinho (ou, como na receita original, a Kirschwasser alemã), que vai à mesa acompanhada de pedaços de pão, batatas e cenouras. Esses acompanhamentos devem ser mergulhados na fondue com um garfo especial antes de serem consumidos.
Além da fondue de queijo, existem algumas outras variações, como a fondue de chocolate e carne.
Existe também a fondue chinesa (fondue chinoise), bastante servida em restaurantes na Suíça, feita à base de carnes, peixes e legumes, fervidos num caldo de carne com diversas especiarias, e a japonesa.

História

A região de origem da fondue não é totalmente conhecida, mas deve situar-se na região de Jura/Savoie, na fronteira franco-suíça. A receita mais antiga encontra-se num livro de cozinha escrito em Zurique em 1699.
Contrariamente à crença popular, não teria sido inventada por pessoas vivendo nos alpes suíços, pois nessa época o queijo usado na fondue era caro, o que significa que não estaria ao alcance da maior parte das pessoas vivendo nas montanhas. Assim, durante os séculos XVIII e XIX a fondue teria sido uma iguaria desfrutada apenas por pessoas mais ricas, vivendo nas cidades.
Na década de 1950 a fondue entrou nas cozinhas do exército suíço, tornando-se assim conhecida dos soldados, que levaram esta receita para suas casas. Até hoje, a preparação da fondue é considerada como uma "coisa de homem" na Suíça.
A iguaria ganhou fama internacional na década de 50, quando o chefe Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse, em Nova Iorque, passou a servir o prato. Para complementar, criou a fondue de chocolate, que servia de sobremesa.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre. Acesso no hiperlink do título em 20/mai/2010.

domingo, 21 de março de 2010

A inocente FRUTOSE

Eu tive avós diabéticas. Quando ainda criança, e recordando-me bem da cena, uma delas me mostrou uma caixinha de frutose na prateleira do supermercado dizendo que aquele era o açúcar que ela podia comer, que o médico recomendou, e que era açúcar de fruta.

Lembrança muito remota e que de repente surgiu do fundo do meu HD, puxado pela leitura de um material do Programa Minha Escolha - para o qual, aliás, "tiro o chapéu", pois é a realização concreta de um sonho nosso na Claris, de que existisse algum meio de classificar definitivamente um alimento pelo seu nível de saúde associado, separando finalmente joio de trigo - de onde tirei o seguinte texto, pedindo licença ao Instituto, e desde logo informando a fonte:


"O alto consumo de carboidratos tem como conseqüência não apenas o ganho de peso, mas também a elevação dos níveis de triglicérides no sangue. Além disso, estudos clínicos confirmam que a alta ingestão de açúcares (sacarose e, particularmente, a frutose) pode favorecer o ganho de peso e o desenvolvimento de outros componentes da síndrome metabólica."
(Evidências sobre os fatores dietéticos envolvidos no desenvolvimento de doenças crônicas. in Whitepaper do Programa Minha Escolha, veiculado em mar/2010)

E apesar da proscrição da frutose como ingrediente em alimentos "dietéticos", muita gente ainda acha que a frutose é natural e inocente. Uma, que de natural não tem nada, porque não existe árvore que dê frutose em cubinhos. Duas, que não é inocente, vista a constatação científica do exposto acima.

E o pior é que tem até produto industrializado no mercado que se diz "sem adição de açúcares", sendo cheio de frutose. Pois não é nem dietético, nem sem açúcar. Olho vivo!

quinta-feira, 18 de março de 2010

sábado, 5 de dezembro de 2009

Nova regulamentação de propaganda de alimentos



Ainda neste mês de dezembro, a ANVISA deverá publicar regulamento que restringe ou impõe regras para publicidade de alimentos.


É a finalização de um longo processo iniciado em 2006 com ampla participação da sociedade, e que vem ao encontro das preocupações de saúde pública, notadamente aquelas relacionadas com o grande avanço de doenças crônicas não transmissíveis como a obesidade, diabetes, hipertensão e doenças do coração.


Embora o grande argumento a justificar essa regulamentação seja o efeito pernicioso que a propaganda de alimentos "não saudáveis" tem sobre os hábitos das crianças, a verdade é que impor às peças publicitárias um alerta para o possível efeito danoso do alimento anunciado, terá mesmo o mérito que a rotulagem nutricional nunca alcançou: a de tornar mais claro o desequilíbrio nutricional de grande parte dos alimentos embalados.


Bem, trata-se apenas de regular a propaganda por enquanto. Demorará muito tempo ainda para que tais informações sejam expressas nos rótulos dos produtos, pois depende de harmonizar as regras no Mercosul (a rotulagem de alimentos no Brasil segue norma harmonizada com os demais países do Mercosul).


Se vai ajudar a educar a população, ou mesmo se as crianças vão levar em consideração o alerta que estará no meio da mensagem publicitária, nós não sabemos. Mas já é alguma coisa. Possivelmente teremos novidades na veiculação das campanhas da Páscoa, por exemplo.


Além dos consideranda, das regras e toda filosofia envolvida, aparecerão agora nas propagandas de alimentos os seguintes textos:


1-“Este alimento possui elevada quantidade de açúcar. O consumo excessivo de açúcar
aumenta o risco de desenvolver obesidade e cárie dentária”, em alimentos com pelo menos de 15% de açúcar, se sólido, ou 7,5%, se líquido.


2-“Este alimento possui elevada quantidade de gordura saturada. O consumo excessivo
de gordura saturada aumenta o risco de desenvolver diabetes e doenças do coração”, em alimentos com pelo menos 5% de gordura saturada, se sólido, ou 2,5%, se líquido.


3-“Este alimento possui elevada quantidade de gordura trans. O consumo excessivo de
gordura trans aumenta o risco de desenvolver doenças do coração”, em alimentos com pelo menos 0,6% de gordura trans, em qualquer forma.


4- “Este alimento possui elevada quantidade de sódio. O consumo excessivo de sódio
aumenta o risco de desenvolver pressão alta e doenças do coração”, em alimentos com pelo menos 400mg/100g de sódio, em qualquer forma.


E vai ter muito alimento por aí com mais de um dessas advertências juntas!


O que você acha disso?


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Açúcar e crianças

"
  • A ingestão de 100g de açúcar provoca, em 15 minutos, aceleração do pulso, aumento da pressão sanguínea e da função renal.
  • Em caso de um consumo regular abundante, constata-se a fadiga do órgão regulador, que é o fígado, encarregado de manter um nível de açúcar adequado no sangue. Também afeta a atividade dos glóbulos brancos ou leucócitos, e reduz sua capacidade antimicrobiana no sangue.
  • Quando o açúcar penetra no nosso organismo, costuma estar separado dos componentes que normalmente o acompanham na planta (celulose, vitaminas, enzimas, sais minerais...). Por este motivo, tende a equilibras-se atraindo determinados elementos químicos de nosso corpo, especialmente minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio) e vitaminas do complexo B. Em consequência, provoca demineralização do organismo e deterioração da energia vital.
  • O consumo de açúcar predispõe à obesidade, ao diabetes e aos problemas vasculares.
  • O hábito do açúcar gera uma dependência. Seu consumo engana o organismo, o que deixa saciado por pouco tempo, para depois despertar mais o apetite.
 Concluindo, o açúcar fornece ao organismo calorias que contribuem com o excesso calórico próprio de nossa época, favorecendo os transtornos mencionados acima. O problema se agrava ao observar-se que as vítimas do consumo indiscriminado de açúcar são as crianças"

Bradford, Montse. La nueva cocina energética: Alimentación natural para estar más sanos, ligeros y llenos de vitalidad. 9ª Ed. Barcelona: Océano Librerias, 2006. p. 17. trad. livre.

Fontes de cálcio

Para quem tem dúvida se não lhe faltará cálcio numa eventual dieta que exclua leite e derivados, aí vão algumas fontes alternativas bastante importantes:

-Pescados
-Couve-flor
-Nabo
-Alface (por essa ninguém esperava, certo?)
-Folhas verdes escuras de brócolis, agrião, couve e outras - essas não só fornecem cálcio, como também grande quantidade de ferro, clorofila e fibras.
-Frutas secas
-Sementes de gergelim
-Algas marinhas em geral, cujo conteúdo de cálcio é muito superior ao de leite de vaca.

Hipócrates, 460-377 a.C.


"Que o alimento seja teu remédio, 
e o remédio, teu alimento."

 Hehehe, desvirtuaram tudo!




Arquitetura do corpo

"As necessidades de nosso organismo podem conhecer-se claramente observando seu projeto e estrutura natural.


A flora intestinal

Uma dieta rica em alimentos vegetais e escassa em proteínas animais favorece o equilíbrio entre os diferentes microorganismos que povoam nossos intestinos (tão essenciasi para uma boa absorção dos alimentos).

Nossos intestinos

O sistema digestivo dos animais carnívolos está projetado para poder digerir a carne: intestinos muito curtos para poder expelir rapidamente as substâncias tóxicas. Pelo contrário, os animais herbívoros estão providos de intestinos longos, para uma absorção e assimilação lenta e de baixo nível em substâncias tóxicas.

Os dentes

A esturuta da boca de cada ser vivo incica a classe de alimentos que necessita para sua sobrevivência. Os animais carnívoros estão providos de dentes pontiagudos, caninos, para agarrar, rasgar e comer suas presas.
Os dentes humanos se dividem em molares e pré-molares, para moer e mastigar, e em incisivos para cortar. Os alimentos que necessitam esta classe ação são principalmente os de origem vegetal: cereais, verduras, leguminosas, sementes, frutas e frutos secos. Tão só possuímos 4 caninos, da quantidade total de 32 peças. Isso nos demonstra a proporção de alimentos de origem animal e vegetal em nossa dieta (7 partes vegetal / 1 parte animal)

Boa qualidade de sangue

Nosso sangue é ligeiramente alcalino. Manter um pH equilibrado é a resposta para conservar um sistema imunológico são e um ótimo nível de energia e vitalidade."

Bradford, Montse. La nueva cocina energética: Alimentación natural para estar más sanos, ligeros y llenos de vitalidad. 9ª Ed. Barcelona: Océano Librerias, 2006. p. 10-11. trad. livre.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Obesidade e Diabetes no Brasil



Obesidade e diabetes vêm sendo citadas como as doenças mais preocupantes a acometerem a população brasileira, sendo-lhes conferido status de relevante questão de saúde pública.

Dados do relatório de pesquisa elaborada pela Toledo & Associados em 2007, dando conta do mapa da obesidade no Brasil, serviu de subsídio para um ensaio de política pública em saúde, porém, como um cego que apalpa um elefante, avançamos pouco por não conseguir identificar claramente as causas, nem a forma de corrigí-las.

Bem, pra corrigir o efeito, apresentaram a cirurgia bariátrica...

Por sua vez o diabetes (notadamente o tipo 2, prevalente entre os adultos), até então vinha sendo relacionado a alguns fatores de risco para o aparecimento da doença, e dentre eles, talvez o mais alardeado, a obesidade.

Mas o que motiva mesmo esse post, é a novidade amplamente divulgada nos canais de notícia nesse mês de novembro: pesquisa confiável revela que 11% dos brasileiros são diabéticos mas que quase 67% deles não são obesos!

E a comunidade médica, que vem pregando a cirurgia bariátrica como medida para curar o diabetes - com relato de casos de sucesso em estudo ainda não conclusivo - continuará adotando e recomendando cirurgia, enquanto pesquisa sobre a alta ocorrência de diabetes em pessoas de peso normal.

Dá pra encarar?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Receita Nova, eba!!!

Brigadeirão Diet

1 colher de sopa bem cheia (15g) de amido de arroz dissolvido em 150 ml de leite desnatado
1 pacote (12g) de gelatina em pó sem sabor e sem cor hidratado com 2 colheres de água
2 colheres (15g) de manteiga de cacau, margarina zero trans ou manteiga sem sal
4 colheres bem cheias (50g) de cacau em pó (puro, não chocolate em pó - que tem açúcar, nem achocolatado - que tem muito carboidrato de digestão rápida)
850 ml de leite desnatado
11 colheres bem cheias (220g) de leite em pó
Adoçante a gosto*
Granulado diet a gosto

*Indicamos o uso de qualquer adoçante em pó, desde que não seja do tipo "use como açúcar", pois estes têm menor poder edulcorante.

Modo de preparo:

1) Bata no liquidificador o adoçante, a manteiga ou margarina, o leite, o leite em pó e o cacau.

2) Leve a mistura do liquidificador ao fogo médio, mexendo sempre, até cozinhar bem e reduzir um pouco.

3) Separe uma concha desse cozido e junte à gelatina hidratada para dissolvê-la.

4) Verta o amido dissolvido em leite na panela e continue cozinhando, sem parar de mexer, até engrossar.

5) Baixe o fogo e continue cozinhando por cerca de 3 minutos, mexendo para não grudar no fundo.

6) Retire do fogo e misture bem a gelatina dissolvida anteriormente.

7) Verta tudo em uma forma redonda de furo central previamente molhada, para que possa desenformar com maior facilidade.

8) Leve à geladeira coberto, de um dia para o outro, e depois desenforme sobre um prato.

9) Enfeite com o granulado diet.

Esta receita pode ser dividida em 20 pequenas porções, cada uma com 67,5 g e a seguintes vantagens sobre um produto tradicional:

- Reduzidíssima quantidade de carboidratos, além de não ter açúcar, de qualquer natureza, adicionado;

-Por conseqüência, com mais proteínas e minerais, especialmente o cálcio do leite;

- Zero gordura trans e, se não for usada manteiga nem leite integral, quase zero de colesterol;

Quando você experimentar, nos dê a sua opinião. Mas se tiver sem tempo de fazer, http://www.clarisalimentos.com.br/. Lá seu Brigadeirão já está prontinho, com um pouco menos de calorias e gorduras, adoçado com o estado da arte em adoçantes culinários.

O que seria Beneo?

Beneo TM é uma marca da empresa Orafti, a maior produtora de ingredientes derivados da raíz da chicória no mundo, iniciada na Bélgica e hoje também produzindo no Chile.

Com esta marca, e usando os ingredientes a ela associados, indústrias alimentícias do mundo todo podem comunicar, "num pacote só", um bom conjunto de benefícios à saúde que os seus produtos podem proporcionar, bastando no entanto que o consumidor saiba do que se trata.

Há já uma década a Orafti trouxe para o mercado brasileiro seus produtos, notadamente as inulinas e oligofrutoses que são tipos de fibras alimentares solúveis extraídas da raíz da chicória (foto acima). Tais ingredientes, devidamente aplicados na indústria alimentícia, têm o condão de enriquecer a dieta dos seus consumidores com uma quantidade e qualidade de fibras em grande parte esquecidas pela dieta moderna.

Para se ter uma idéia dos benefícios da ingestão da inulina e oligofrutoses, veja um dos press releases que dá conta de alguns resultados de estudos relacionando esses ingredientes e a saúde humana.

À parte o que se encontra no site porém, nessa mesma 5ª Conferência do press release citado, o arqueólogo Jeff Leach deu uma palestra sobre o papel dos prebióticos (dentre os quais estão a inulina e as oligofrutoses) na dieta dos nossos antepassados e sua relevância para a saúde e nutrição humana modernas. Tal contribuição se encontra impresso no Newsletter número 15 da mesma empresa, publicada no outono de 2006, cujo extrato segue livremente traduzido por nós:
"Geneticamente nós somos caçadores-coletores vivendo num ambiente nutricional que provê uma dieta baseada em vegetais, de alto conteúdo de fibras, o que é compatível com nosso genoma (...) [enquanto] as dietas modernas oferecem uma realidade de baixa fibra, alta gordura e alimentos de carboidratos refinados. Nossa comida moderna não seria reconhecida pelos nossos ancestrais como uma dieta apropriada. O mesmo se passa para nossa microflora"

"De uma perspectiva evolutiva nós não comemos fibras e prebióticos suficientes. Uma média de ingestão contendo 2 a 4g por dia de prebióticos, e menos de 20g por dia de fibras nos países mais desenvolvidos. Isso é um quarto ou menos do que comiam nossos ancestrais. Os estudos que tentam relacionar saúde com a ingestão de fibras dietéticas ou de frutas e vegetais frequentemente têm apresentado resultados nulos. Isso deve ser porque mesmo as 'altas ingestões de fibras' desses estudos estavam na região de 25-30g por dia, o que está muito longe da quantidade necessária para a saúde se for tomada a dieta dos primeiros humanos como marco de referência. Em minha opinião, uma ingestão diária de 50-75g de fibras, incluindo 10 a 25g por dia de prebióticos, deve ser o ótimo."

Eis mais um pedaço do elefante.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Entre a "meia" ciência e a sabedoria popular...

fico, sem dúvida, com a segunda, na maioria das escolhas diárias.

É o que me passa ao confrontar um estudo toxicológico sobre o ciclamato (adoçante artificial) com o ditado que diz: "a diferença entre o remédio e o veneno é a dose".

É certo que esse adoçante já é bem antigo, tão controverso quanto cientificamente testado, teve seu uso proibido nos Estados Unidos na década de 70, e, pensando bem, tem coisa melhor por aí...

Mas o que me interessa dizer não é isso. Interessa dizer algo acerca da disciplina da toxicologia, uma ciência que se vale do método experimental para tirar suas conclusões, por sinal muito úteis para o mundo moderno em que, com cada vez maior velocidade, são introduzidas novas moléculas no ambiente natural para que os seres as absorvam e, com elas ou diante delas, reajam.

Porém, como se pode depreender de uma rápida olhada no estudo em hiperlink, o conhecimento sobre a toxicologia de uma substância está para o homem (e também para os cientistas) assim como um elefante está para um cego: o cego apalpa o elefante, ouve o elefante, sente sua textura, pode descrevê-lo sob muitos aspectos, mas não pode compreender o elefante em toda a sua completude. (Perdoe-me, caro leitor, a metáfora tosca, mas acho que deu pra entender, certo? ;-) )

Assim são os resultados parciais dos estudos em toxicologia: cada um por si só não explica o "elefante" mas tão somente uma parte dele. E nós, caro leitor, nós leigos ou semi-leigos, que estamos do lado de cá só recebendo essas moléculas que os outros inventam, ficamos aturdidos com notícias alarmadas, às vezes entupindo nossas inocentes caixas de e-mail, noticiando que substância tal causa câncer, substância não sei qual foi proibida lá mas não cá, etc.

Não que sejam mentiras, mas devemos lembrar que isso não é tudo. Cada estudo é um pequeno tijolinho a participar da construção do conhecimento necessário para condenar ou rejeitar esta ou aquela solução engendrada para a vida moderna.

Enquanto isso, prudente é lembrar do ditado que, em minha modesta opinião, seria o "pai" dos IDA´s (Ingestão Diária Aceitável): se não se pode evitar completamente, então que seja a dose pequena.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Água, simples assim! E tim-tim.


Certa vez estive numa conferência corporativa de vendas organizada por uma importante indústria do ramo de bebidas. Dentre todas as mensagens motivacionais emanadas do principal executivo da ocasião, a que mais me marcou, e que acabei retendo, foi algo mais ou menos assim: "O brasileiro bebe em média X litros de bebidas não alcoólicas por ano. Nós podemos suprí-las, inclusive substituindo tudo o que se toma de água, pelos nossos produtos."

Bonito? Não exatamente. Empolgante, talvez... E, de certa forma, penso que ele, como executivo de vendas, tinha razão. De outro modo, como explicar a explosão - e o enorme sucesso - de bebidas gaseificadas ou não, muitas vezes adoçadas - ainda que sem adição de açúcar -, e sempre aromatizadas? Parece até que as pessoas não gostam de água e portanto... têm que disfarçar o gosto com qualquer outra coisa.
Pois nada pode substituir a água pura, limpa, livre de contaminantes químicos ou biológicos, para a manutenção da saúde humana. E o motivo é simples: há toda uma sorte de estudos relacionando a adequada hidratação à prevenção de doenças, inclusive o câncer. E, de acordo com a nossa colaboradora de outra postagem deste blog, uma ingestão diária de 30ml por kg de peso corpóreo é o mínimo desejável.
Ora, quem tem 100kg deve ingerir 3 litros de água, o equivalente a 12 copos americanos grandes; quem tem 70 kg, quase 9 copos; e assim por diante. E, convenhamos, essa não é das proezas mais simples de se realizar! Pois além de beber (lembrar, ter ao alcance, desenvolver hábito, etc.) tem-se também que dar conta da saída disso tudo.
Quando se consome água na forma de sucos, refrigerantes, chás, isotônicos, etc., o efeito é proporcionalmente menor, o que demanda ainda mais líquidos para se obter o mesmo resultado. Daí a maior vantagem da ingestão de água pura.
E pra quem pode, e consegue, as recompensas parecem ser grandes. Eu, que andei observando, vejo a diferença: debaixo do sol, após atividades extenuantes, meio litro de água faz milagres, parece que você fica novo de novo. Uma simples semaninha cumprindo a meta diária tira dores das articulações, dos rins, aumenta a disposição, melhora o sono, torna mais desperto.
Independentemente dos resultados de estudos, só pela lógica, isso faz muito sentido. Por óbvio que aumentando a limpeza orgânica, menos radicais livres, menos toxinas, menos doenças degenerativas, menor envelhecimento. Por outro lado, imagine-se o quanto de pequenas doenças sem explicação podem ter origem numa leve mas permanente desidratação?
Bem, fica lançada uma proposta para promessa de Ano Novo: beber mais água.
Feliz 2008. Tim-tim.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Caranguejo não é peixe, caranguejo peixe é?


Não, não temos dúvidas de que caranguejo não é peixe e sim um crustáceo. Mas esses tempos andamos às voltas com esta cantiga assim: “Ricota não é queijo, ricota queijo é?”

Tudo começou com um amigo dizendo que achava o “fim da picada” chamar de “4 queijos” uma pizza recheada com mussarela, parmesão, gorgonzola e... ricota! Ora, não são então 4, mas só 3 queijos?

3 ou 4, para que não restem dúvidas, existem os PIQ´s (padrões de identidade e qualidade) dos alimentos. Esses são os seus cabais definidores, para todos os fins de uma comunicação precisa.

O queijo é, segundo a definição oficial do Brasil, o produto fresco ou maturado que se obtém por separação parcial do soro do leite reconstituído (...), ou de soros lácteos, coagulados pela ação física (...), todos de qualidade apta para uso alimentar, com ou sem agregação de substâncias alimentícias e/ou especiarias e/ou condimentos, etc.

Sem complicar muito, a ricota é produzida por meio da floculação do soro de leite a quente e em meio ácido. Muito bem, estamos diante de uma espécie de queijo!

Agora pode pedir tranqüilo! São 4 queijos sim.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Grãos germinados -

Grãos germinados , O processo de germinação torna os nutrientes mais
digeríveis e alguns nutrientes multiplicam-se. É o caso da vitamina C,
que é praticamente inexistente no grão de trigo, mas que, uma vez
germinado, aumenta seiscentos por cento o seu teor.  Os grãos
germinados são pobres em calorias, mas contêm quantidades apreciáveis
de vitaminas A e C, vitaminas do complexo B, vitamina E, algum ferro e
enzimas e proteínas.

Castanha do Pará (ops, Brasil)

também chamada de castanha do Brasil é uma árvore
que pode atingir 55 metros de altura e viver cerca de 600 anos. è
cultivada de forma sustentável e é uma fonte de renda imprescindível
para a população ribeirinha da bacia do amazonas. Apenas uma noz é
suficiente para suprir as necessidades diárias de Selênio no organismo
humano. Estudos recentes mostram que o mineral previne câncer,
cardiopatias, reduz a toxidade de metais pesados e age no combate aos
radicais livres.

Behhhh- Cabrito

É a carne mais light de todas com menor teor calórico e
menos gordura e colesterol que as carnes de frango, peru, porco, vaca
ou peixe. Além disso é muito macia, suculenta e saborosa.

Linhaça

É um alimento funcional, capaz de prevenir o câncer de mama,
cólon e próstata. Já foi utilizado para curar ferimentos ou no
processo de mumificação no antigo Egito. É a maior fonte de omega-3
encontrada na natureza, no entanto para que esta gordura seja
aproveitada deve ser extraída do grão deixando-o de molho antes do
consumo. O grão inteiro passa incólome pelo intestino humano, tendo
apenas o efeito de fibra alimentar.

Funcionais

Alimentos funcionais são aqueles que podem diminuir o risco de algumas
doenças pois seu uso contínuo pode proporcionar aumento da defesa
orgânica e redução do ritmo de envelhecimento celular

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Orgânicos....

Alimentos orgânicos são produzidos respeitando o meio ambiente, a
partir de um solo puro, saudável e rico, por isso são alimentos mais
nutritivos e sem elementos tóxicos.

Curiosidades - Quinua

Grão de origem andina, foi considerado pela ONU como o alimento mais completo de todos, é uma fonte de proteína de excelente qualidade, possuindo até os aminoácidos que são típicos da proteína animal. Esbanja ômega 3 e 6, gorduras do bem que impedem a deposição de gorduras maléficas nas artérias.
Possuem uma elevada quantidade de carboidratos e fibras controlando a liberação de glicose, impedindo o sobe-e-desce do açúcar no sangue que dá fome rapidinho. Possuem várias vitaminas (tiamina, riboflavina, niacina e vitamina E) e minerais (magnésio, potássio, zinco e manganês) e a ausência de glúten (ótima notícia para quem tem alergia a esse elemento).

sábado, 20 de outubro de 2007




Bio Fach - Sustentabilidade sustentável?

Essa semana tivemos a BioFach - feira de orgânicos no Transamérica. Estava pequena, representada por meia dúzias de players gigantes de olho num futuro distante, marcando presença com pequenas iniciativas, pequenas apostas, insignificantes frente ao negócio como um todo(vai que a moda pega) e mais outra meia dúzia de pequenos, evidentemente sem fôlego para esperar a moda pegar.
Voltei filosófica, a questão é que orgânicos são mais caros, mas será que valem mais? Segundo os mestres , todo valor é gerado pelo trabalho humano, mas só tem valor aquele trabalho absolutamente necessário para a produção dos bens, aquilo que é feito de forma ineficiente não vale mais por isso (isso é Marx, voltei filosófica mesmo!). Muitas vezes o produto orgânico é idêntico ao convencional, mas é sempre mais caro. Acho que Marx acharia ridículo essa coisa de sustentabilidade.
Por outro lado, ninguém gosta de pagar a conta daquilo que não usou e não foi responsável. Supondo que o consumo de alfaces com agrotóxico é responsável pela contaminação do lençol freático que por sua vez precisa de um tratamento caríssimo para fornecer água potável. Quem tem que pagar por esse tratamento é o comedor de alface ou o bebedor de água?
Eu quero que o comedor de alface pague! Mas isso implicaria que o valor do alface fosse o valor do trabalho utilizado na sua produção somado com uma "indenização" pelos danos ao meio ambiente. Como minha mãe ensinou que não sujar dá menos trabalho que limpar depois, acredito que os dois alfaces seriam mais caros que atualmente, mas dentre eles o orgânico seria mais barato. Marx diria que o modo de produção orgânica é mais eficiente e seríamos felizes para sempre.
O problema é saber se temos organização social suficiente para superar Adam Smith, para calcular o valor exato da "indenização" necessária em cada bem, para reavaliar o valor de todas as coisas existentes nesse mundo. Complicado! não? Engraçado é que se algo assim acontecesse, veríamos as previsões Marxistas mais pessimistas serem desacreditadas exatamente pela exacerbação do capitalismo, pela monetarização de cada partícula de sujeira lançada ao ar. Tudo precisa ter um preço!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Fome Zero - Ma Che Fome?


Essa semana estava lendo um relatório de avaliação do estado nutricional do brasileiro, um estudo muito completo. Bonito de se ver.
O resumo é que no Brasil inteiro, inclusive nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de pessoas abaixo do peso ideal é similar aos padrões indicados pela OMS como característicos de países desenvolvidos. Em algumas regiões o problema do baixo peso é mais grave no grupo com renda acima de 5 sal. mínimos que com renda abaixo de 0,5 salários mínimos.
Já o sobrepeso é um problema bem sério, atinge quase metade da população. A pesquisa indica o que todos já sabemos. Come-se açúcar demais, come-se gorduras demais. Quando o assunto é gordura saturada então...
Fora isso o relatório é um pouco curioso, porque quem lê fica com a impressão que o brasileiro é muito bem alimentado, só padece com a superalimentação. Entretanto basta conversar com uma nutricionista, um nutrólogo ou qualquer profissional da área de saúde que veremos que a realidade não é bem assim. O estudo investiga somente a ingestão de macro nutrientes, mas tem dúzias de doenças relacionadas com a alimentação, com incidências cada ano maiores, cujas causas ficam invisíveis no relatório.
É meio triste ver que o governo fez o auê que fez, (Lembra do fome zero?) em torno de um problema que não existia, depois promoveu uma linda pesquisa para provar que o problema não existe mesmo, enquanto isso... Cada dia a verba para o setor de saúde fica mais insuficiente para consertar aquilo que poderia ser consertado simplesmente com a promoção de uma alimentação mais saudável pra todos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

DROGA, DROGA, DROGA! NÃO SOU SPAMER!!!

Há dois meses, o yahoo colocou a gente na lista de spamers e o resultado foi que não posso nem responder a e-mails de clientes que usem o serviço do yahoo.
Fiquei muito triste porque EU ODEIO SPAM, e sempre tomei todos os cuidados para não ser chata. Só de pensar que eu estou sendo vista como uma spamer dá vontade de parar de escrever. Todo meu entusiasmo com o blog foi embora...
Mas assim é a vida e aqui estou eu novamente. Não dá pra desistir assim tão fácil, né!
Vou tentar fazer diferente, escrever com mais frequência e não postar vários textos ao mesmo tempo. Quanto ao news... Talvez ele tenha mesmo morrido. Talvez eu ache outro jeito. Sei lá.
Só sei que NÃO QUERO SER SPAMER!

Profissionais da comida

Muita gente ganha a vida fazendo comida para outros comerem, mas isto pode ser feito sob enfoques bem diferentes. São pelo menos três grandes grupos de profissionais: os de nutrição, de gastronomia e de por último tem um time meio desconhecido, o da engenharia de alimentos.
Os profissionais de nutrição sempre pensam em primeiro lugar nos efeitos da comida a longo prazo, ou seja, na saúde de quem come. A gastronomia é imediatista, dedica-se ao prazer de comer.
O terceiro time existe para fazer a comida durar. Saudável ou saborosa, isso depende de especificações que estão fora de nossa área principal de atuação, nossa especialidade é conseguir que o alimento seja como deve ser até o momento do consumo.
Poucos são os profissionais das duas áreas que conhecem o suficiente da outra para oferecerem aquilo que todo mundo precisa: comida saborosa e saudável.
Estes três grupos consumam estabelecer prioridades completamente diferentes, nem sempre nosso relacionamento é fácil...

terça-feira, 31 de julho de 2007

Um mar de PET

Quem já viu um rio, lago ou córrego enfeitado com um cobertor de garrafas PET ficaria surpreso com a simplicidade com que parte do problema foi resolvido na Alemanha.

Pensou que era só um saquinho?

Já comprou verduras lavadas, dentro de um saquinho plástico? Super prático! Só retirar, temperar ou aprontar como quiser e comer. Duram bem uns cinco dias na geladeira, enquanto isso uma verdura lavada e picada em casa não aguenta nem um dia. A diferença está nos saquinhos.
Alguns deles são feitos de filmes que permitem embalagem com atmosfera controlada. (o filme regula a velocidade com que o vapor e os gases atmosféricos entrarão e sairão de dentro do pacote fechado)
Outros são específicos para atmosfera modificada.(CO2, N2 e O2 são colocados no pacote em proporções diferentes das atmosféricas. O filme tem de ser capaz de manter a proporção inicial colocada)
E ainda tem as embalagens ativas, estas vão absorvendo ou liberando gases de acordo com o passar do tempo.

E dai?

Daí que a composição do ar em torno da verdura determina sua taxa de respiração. Se respira mais devagar, envelhece mais devagar também. Simples, não é?

Nitrogênio -

Quase metade de nossa atmosfera é composta de nitrogênio, nosso organismo esta acostumadíssimo com sua presença. Sabe o que ele faz? Nada.
O nitrogênio só se torna perigoso para os mergulhadores, em altas profundidades, porque o peso da água sobre o ar faz com que ele se comprima. Se este ar contendo nitrogênio estiver dentro do pulmão do mergulhador e ele resolver subir para superfície o nitrogênio ira aumentar de volume conforme a camada de água sobre ele for diminuindo. Neste caso o nitrogênio pode aumentar tão depressa de volume que pode explodir o pulmão ou formar bolhas de gás na corrente sanguínea.
Voltando os alimentos, o nitrogênio serve para muitos usos, exatamente por não fazer nada. Muito ajuda quem não atrapalha!
Sabe sanduíche natural, alguns são simplesmente enrolados em um filme plástico e costumam estragar de um dia para outro, mesmo na geladeira. Veja o desperdício, depois de tudo prontinho... Lixo.
Mas existem alguns que tem uma embalagem de filme grosso, impermeável a gases atmosféricos e duram muito mais. O segredo: Nitrogênio. Eles são colocados em saquinhos cheios de nitrogênio, sem oxigênio. Só por isso duram muito mais, de forma natural, saudável.

Tetra-Pak Em compensação...

A embalagem de caixinha é até que bem econômica, usa pouca matéria prima. Apesar disso não é muito conveniente do ponto de vista ambiental porque é muito difícil de reciclar e quase não se degrada sozinha. Parcelas de papel, plástico e alumínio são misturadas para formar a caixinha e depois fica complicado separar estes componentes.
O fabricante sabe disso e trabalha muito para desenvolver métodos de reuso para as embalagens, mas normalmente as soluções são bastante caras e não são realmente efetivas. Atualmente, no Brasil, segundo o fabricante, só uns 20% da embalagem produzida é reciclada.

Tetra-Pak Um pequeno milagre

Adoro essa embalagem de caixinha. Ela é capaz de fazer o tempo andar mais devagar, pelo menos para o alimento que esta dentro dela. E isso sem nenhum aditivo, ou estratagema artificial. Nem parece possível, mas é. E funciona de uma forma extremamente simples:

A embalagem isola o alimento e impede qualquer ataque externo que cause sua deterioração.
A embalagem não deixa espaço para oxigênio, o alimento tem de “respirar” muito mais devagar

Pronto, agora o alimento é deixado a própria sorte... e ele envelhece e estraga em uma velocidade muito, muito baixa.
Só isso, e funciona! Naturalmente.
Logicamente a embalagem não melhora o que foi colocado dentro dela por isso antes de entrar na embalagem o alimento necessariamente é pasteurizado ou esterilizado para impedir ataque de microorganismos que já estejam presentes. Pasteurização e esterilização são métodos físicos que consistem unicamente na aplicação moderada de calor e são bastante seguros. Apesar disso, a embalagem realmente não melhora o que foi colocado dentro dela e temos que ter cuidado com os aditivos e contaminantes presentes pelas mais diversas razões.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

A polêmica do Aspartame

Recebi, pela enésima vez, por e-mail, um texto 'assinado' por uma suposta cientista estadunidense - cuja origem acadêmica sequer é citada - alarmando euforicamente a população contra os 'males do aspartame'.

Uma rápida busca pela internet vai revelar que este não é um nome conhecido ou listado nas sociedades técnico-científicas ou pior, esconde o(a) real autor(a). Seja como for, pseudônimos, heterônimos, fakes e nicknames no meio científico, são em verdade, e para todos os efeitos, casos de estelionato. Indignos, portanto, de crédito.

Mas como muito pouca importância se dão às fontes, muita gente ficou impressionada com o texto que atribui exclusivamente ao aspartame uma lista enorme de doenças. Difícil é saber o que ficou de fora.

É certo que para todo aditivo alimentar são feitos testes toxicológicos rigorosos que, em si, podem não ser suficientes à previsão de todos os efeitos possíveis. Porém, atribuir epidemias a uma única substância, sem considerar os demais hábitos de uma população é ainda mais temerário.

Por exemplo, um dos resultados desses estudos toxicológicos é o estabelecimento de doses seguras de ingestão. Desses estudos resultam classificações como a GRAS (Generally Recognized as Safe) e também as IDA´s (Ingestão Diária Aceitável).

Os aditivos alimentares - quando não forem GRAS - têm seu uso legalmente limitado a uma determinada porcentagem do produto alimentar. Tais limites são estabelecidos pelos órgãos de saúde tendo em vista uma expectativa razoável de consumo diário por um 'indivíduo médio' (considerada a média de peso corpóreo da população).

Agora você imagine que uma determinada população deixou de tomar água para tomar somente... refrigerantes dietéticos! Além de uma enorme quantidade de outros alimentos todos contendo quantidades pequeníssimas e limitadas da substância em questão. É por isso que qualquer pessoa sábia sempre recomenda... MODERAÇÃO!

De qualquer modo, e se persistir a dúvida ou para conhecer os limites de uso do aspartame, a Anvisa publicou informe técnico colocando um ponto-e-vírgula na polêmica. Por que não ponto final? Porque, em matéria de ciência, toxicologia e saúde humana, não há pontos finais.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Lao Tsé

“Quando as pessoas perdem de vista seus modos de vida, surgem os códigos de amor e honestidade.”

Cheesecake com Frutas Vermelhas


Nossa receita de Cheesecake com Frutas Vermelhas, light e sem adição de açúcar, que também está saindo na Revista
“Receitas Light” da Editora Alto Astral e no programa de Versátil & Atual da Rede Família de Televisão.


Massa
1,5 xíc (chá) de farinha de trigo
1 fatia de ricota fresca (aprox. 90g)
3 colheres (sopa) de Castanha do Brasil* moída
3 colheres (sopa) de óleo de canola
1 ovo
adoçante a gosto**

Misturar tudo e amassar bem. Deixar descansar por 30 minutos na geladeira. Abrir a massa e assar em uma forma redonda para tortas untada.

Creme

½ xícara (chá) de leite desnatado
3 colheres (sopa) de leite em pó desnatado
4 colheres (sopa) de creme de arroz
1 pacote de gelatina em pó sem sabor
1,5 potes (200g cada) de iogurte natural desnatado
1 pote (150 g) de cream cheese***
raspas de limão e de laranja
adoçante a gosto**

Bata no liquidificador o leite, o leite em pó e o creme de arroz.
Leve ao fogo até engrossar.
Hidrate a gelatina com um pouco de água fervente e acrescente ao mingau.
Junte o iogurte e leve à geladeira.
Bata o cream cheese na batedeira até dobrar de volume.
Misture delicadamente as raspas, o adoçante e o creme de iogurte já gelado e coloque sobre a massa de torta já assada.

Cobertura:
2 xícaras (chá) de morangos frescos
1 xícara (chá) de amoras
¼ xícara (chá) de conhaque sem açúcar**** ou rum
1 colher (sobremesa) de creme de arroz
1 colher (sopa) de suco de limão
adoçante a gosto**

Leve as frutas ao fogo baixo e, após cozidas, acrescente os demais ingredientes todos misturados.
Mantenha no fogo até engrossar, deixe esfriar e cubra o Cheesecake.

*Castanha do Brasil, também conhecida como Castanha do Pará, é rica em selênio, um mineral essencial na produção de hormônios e enzimas.
**Qualquer adoçante do seu gosto, não precisa ser culinário nem do tipo "use como açúcar", se puder, evite os baseados em aspartame para os preparos que vão ao fogo ou ao forno.
***O cream cheese não precisa ser light, afinal, é ele quem dará o sabor de queijo ao doce.
****Difícil achar conhaque sem açúcar adicionado, mas assim são os melhores. Uma opção é o conhaque Macieira.

Não podemos deixar de falar das suas propriedades nutricionais:

1) Olha só para a massa: muito pouca gordura e nem cheiro de gordura trans, figurinha tarimbada em tudo que é Cheesecake por aí. E além disso, quem é que já se preocupou com o selênio de uma base de tortas? hein?

2) Recheio light em quase tudo. Por isso você não precisa gastar mais dinheiro pra comprar o cream cheese light. Essa receita foi cuidadosamente calibrada para um teor reduzido de gorduras totais.

3) A calda de frutas: quase só frutas, fresquinhas e cheirosas. Ficam meio inteiras, brilhantes, bonitas. Ainda que tivesse muitas calorias, nem ia dar pra pensar nelas nessa hora.

Muito trabalho? Não dá tempo de fazer? http://www.clarisalimentos.com.br/

De grão em grão a galinha estoura o papo


Conversar com qualquer pessoa ligada à ciência da alimentação e saúde pode ser aterrador: praticamente não existem alimentos que não ofereçam algum risco, que não contenha composto nocivo à saúde, mesmo entre os alimentos in natura. Porém, cada um destes riscos, quando considerado isoladamente, é muito pequeno e, na maioria das vezes, diluído no longo prazo.

É por isso que os orgãos oficiais, a indústria, a ciência, enfim a sociedade, convive com suspeitas de toxicidade e com dezenas de ameças como a relacionada ao aspartame ou à alta contaminação dos pés de alface. É simplesmente impossível enfrentar todos os potenciais problemas sem matar metade do mundo de fome e a outra metade de falta de trabalho.

Mas então, esse negócio de alimentação saudável é coisa de gente xiita, desconhecedora das descobertas da ciência?

A ciência reconhece o diabetes, a obesidade e as doenças cardiovasculares entre outras infelicidades, como relacionadas à alimentação e estilo de vida. Só não consegue dizer especificamente quais ações e atitudes são decisivas na aquisição destas doenças.

Para quem fica doente sem saber exatamente porque, a medicina oferece uma solução: ela pode combater muitos efeitos da maioria das doenças e manter a vida por muito tempo. Basta que estejamos dispostos a aceitar uma picadinha de insulina diária, uma operaçãozinha de redução de estômago, um pouquinho de dor entre as doses de analgésico, uma certa limitação nos movimentos, uma dieta bem espartana, uma conta na farmácia que facilmente ultrapassa o salário mínimo, entre outros pequenos incômodos. E assim a vida continua.

Não se trata de ignorância ou misticismo. Talvez de exagero. Mas mesmo assim prefiro pagar o preço por alimentos orgânicos. Não aceitar qualquer coisa só porque o Ministério da Saúde permite que seja vendida, pode valer uma mudança de hábitos que, além de me manter longe dos médicos, talvez ajude o mundo a descobrir uma forma econômica de se viver com saúde.

sábado, 23 de junho de 2007

Nem só as pessoas são cinza. Ovo também é.


O romantismo já acabou há séculos e até nas novelas as pessoas têm virtudes e defeitos. Drama mexicano com mocinha sempre boazinha e bandido feioso não dá mais, n'é?

Alguém deveria dizer isto para a edição da Revista Saúde. Se eles encontrassem um jornalista mais Janete Clair, talvez tivessem mais leitores e com certeza, prestariam um melhor serviço à sociedade. Assim como está, só atrapalham.

Bem, vamos ao ovo...

Ovo emagrece!? Ora, por favor! O que está escrito lá na Revista Saúde é que aumentar a quantidade de proteínas e gorduras, em detrimento de carboidratos, especialmente no café da manhã, aumenta a saciedade durante o dia e fica mais fácil controlar o peso. Para mim isso não é o mesmo que dizer que ovo emagrece.

Acontece que nenhuma pesquisa pode ser feita comparando todos os alimentos ao mesmo tempo, e os cientistas não podem usar ovo em um experimento e dizer que descobriram uma propriedade que se aplica ao presunto! Mas eles têm uma clara noção de quando podem ou não extrapolar. Quem parece não ter noção são os jornalistas! Ou então eles sabem o que dizem, mas acreditam que o sensacionalismo é mais popular que o bom senso.

Bem o fato é que:
Carboidratos levam mais ou menos 2 horas para serem digeridos;
Proteínas levam em torno de 4 horas;
Gorduras, umas 6 horas.

Ou seja, para uma mesma quantidade de calorias, as gorduras vão satisfazer por mais tempo, principalmente se elas forem ingeridas em alimentos que tenham o mais ou menos o mesmo peso que os ricos em carboidratos. Não adianta substituir um pãozinho inteiro por uma colher de azeite, a colher de azeite não faz volume no estômago, não precisa mastigar, dá quase a mesma sensação que comer uma colher de suco de frutas e não vai, obviamente, matar a fome.

O truque é comer alimentos que sejam volumosos e tenham gorduras, proteínas e fibras. O ovo tem clara cheia de proteínas, muito poucas calorias e um pouco de gordura na gema. Então comer ovos inteiros tudo bem, é um bom negócio. Sem exageros!

Ovos fritos não têm só a gordura do ovo não! Nos ovos fritos a gordura da gema é a minoria, além do que, para serem gostosos de verdade, têm que ter uma beirinha da clara torrada, bem crocante, condições perfeitas para a formação de várias substâncias tóxicas...

Fios de ovos, não têm clara, possuem uma quantidade gigantesca de açúcar e gorduras, estão na categoria das piores escolhas que alguém pode fazer por sua própria saúde.

Veríssimo que me desculpe, mas sou grata a cada colherada de fios de ovos que ele deixou de comer, afinal adoro o humor de seus textos e como acho difícil o bom humor sobreviver à doença e à decrepitude, quero mais é que ele continue de dieta de fios de ovos e de ovos fritos.

Todos os outros benefícios citados na reportagem são velhos conhecidos de quem estuda os alimentos, e nenhum deles é exclusividade do ovo. Por isso ANTIGAMENTE se recomendava caprichar na restrição de ovos e conseguir estes nutrientes em outros alimentos, AGORA estão dizendo que não precisamos caprichar na restrição de ovos.

Os ovos servem para um montão de coisas e estão presentes em muitos alimentos comprados prontos. Gosta de risoles, coxinha, macarrão, bolos, empanados, cremes? Cada vez que se come uma destas coisas, está-se comendo gemas. Isso sempre foi assim, foi por isso que os cientistas se apavoraram na década de 70. Eles começaram a gritar assustados: PAREM COM O OVO. Mas o mundo não é preto e branco. Nem dos papa-ovos.

domingo, 3 de junho de 2007

Forno a lenha ou a gás?


Toda iniciativa envolve escolhas. E na produção de alimentos, a escolha de materiais e... tecnologia.

Estivemos pensando: porque pizzas assadas em forno a lenha fazem tanto sucesso? Serão melhores mesmo? E aí vem outra preocupação: até que ponto a queima da lenha não contamina o alimento?

Sim, porque você já deve ter tido a oportunidade de ficar em volta de uma fogueira de lenha - aquelas de festa junina, deliciosas por sinal - e depois descobrir-se todo defumado, certo?

Este mês de junho, além de festas juninas, foi repleto de feiras profissionais da alimentação e aproveitei a oportunidade pra interrogar muita gente. E também observar as diferentes opções para se assarem pizzas.

Mas não tem jeito! A queima da lenha produz mesmo fumaça, resultante de combustão incompleta, e isso pode contaminar seriamente os alimentos. É a mesma coisa para o churrasco. Então vai mais essa bomba pra vocês.

Estamos carecas de saber que a combustão incompleta lança no ambiente monóxido de carbono que é gás tóxico. Mas pouco se fala da produção de benzopireno, nosso amiguinho da foto aí em cima. Ambos podem ser produzidos pelos motores automotivos, na queima dos cigarros (ah, fumantes!), nos processos de defumação de carnes e peixes, nas lareiras, churrasqueiras e... nos fornos de pizza.

Tal é a preocupação com o benzopireno na saúde pública que os órgãos de saúde zelam pela sua prevenção em todo o mundo. O Brasil, por exemplo, controla a importação de alguns tipos de óleo de oliva, justamente por causa da incidência do benzopireno. Mas... e quem controla o benzopireno que se produz aqui mesmo nas terras de Cabral? Bom, quase ninguém.

É verdade que a indústria alimentícia, especialmente as que tiverem uma gestão séria, já terão se preocupado com o assunto e feito instalações de defumação, por exemplo, capazes de prevenir a contaminação. Mas isso não é verdade para as produções artesanais, nem para as maravilhosas churrascarias gaúchas ou pizzarias paulistas.

De um total de 275 substâncias perigosas consideradas prioritárias pela Agência de Saúde dos EUA, o benzopireno está em 9º lugar. E por que tanta preocupação? De um lado está a alta incidência no ambiente em geral, e na alimentação da população em particular. De outro... sua toxicidade, tanto em nível hematológico, da reprodução e desenvolvimento e imunológico, com também, e muito mais importante, por seus efeitos carcinogénicos e genotóxicos. (perdoe o hiperlink mas o artigo é ótimo).

Não sei se ajuda, mas que nosso senso crítico acerca das pizzas de forno a lenha e churrasquinhos em geral vai mudar, isso vai.

Um ataque vegetariano





Vegetarianismo: um assunto que sempre suscita controvérsias.

Já experimentamos e gostamos. Ou ficamos indiferentes. Mas há quem nem queira pensar no assunto!

Então, enquanto não trazemos outras contribuições, vai um textinho que, no mínimo, coloca 'pulgas atrás da orelha'.

“(...) nas regiões mais extremas das Montanhas Canadenses, (...) as temperaturas durante o inverno chegam a 56ºC abaixo de zero. (...) E assim o índio descreveu em detalhes a maneira como os caçadores matam um alce, abrem a carcaça na parte de trás, exatamente acima dos rins. Ali eles encontravam aquilo que o índio descreveu como duas pequenas bolas de gordura. As glândulas supra-renais. Estas duas pequenas bolas de gordura* eram divididas em tantos pedaços quantos fossem os membros da família. Cada um comeria sua parte. As paredes do segundo estômago do alce eram também comidas. Gente primitiva, cujos cientistas haviam estudado os animais selvagens em liberdade, aprenderam a comer os órgãos internos dos animais; freqüentemente a carne musculosa e o filé mignon eram jogados aos cães. O homem civilizado moderno, comendo por prazer e não por uma questão de sobrevivência, faz o contrário.” In: Dufty, William. Sugar Blues. p. 88-89. Ed. Ground Informação: Rio de Janeiro, 1975

E você? É ou já foi veggie? Gostaria mas acha que não dá? Está convencido ou tem dúvidas quanto à utilidade da conduta?

Escreva seu comentário, queremos muito saber sua opinião.

*São, na verdade, as glândulas supra-renais do animal abatido, principal fonte de vitamina C daquela população.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Porque o diabo quiz assim...

Quando eu era pequena dizia-se que tínhamos aumentado a longevidade da população em função de melhores condições de vida, que ninguém mais deveria morrer de verminoses, inflamações e infecções bobas. Os perigos seriam as doenças do coração, o câncer e outras doenças típicas da terceira idade.

O tempo passou e continuamos enfrentando os mesmos problemas, no entanto, cada vez menos associados à terceira idade e mais assombrando adultos jovens, adolescentes e até crianças. Ouço que isso é fruto do stress, que significa incapacidade do organismo de lidar com as exigências do meio.

Isso leva a duas possibilidades: o meio ambiente ficou mais agreste e/ou nosso organismo ficou menos capaz. Acredito nas duas. Quanto ao meio ambiente não posso fazer muito, mas quanto à capacidade do meu organismo, depende de cuidados pessoais. Posso então aceitar o desafio, ou lamentar a sorte.





Refinar: Tornar mais fino, delicado; apurar; aperfeiçoar


Alimentos refinados deveriam ser alimentos aperfeiçoados, deveriam dar ao organismo só aquilo que lhe interessasse, na forma em que melhor fossem absorvidos.

Pena que nossos organismos entenderam errado. Para eles, alimentos refinados são alimentos aleijados, destituídos dos componentes que lhes são mais caros... Além disso, como são absorvidos mais rapidamente, representam um problema para o próximo estágio: exigem esforço concentrado para que sejam metabolizados tão logo quanto disponíveis, fazendo todo o organismo funcionar ao trancos.

Nossas avós (ou bisavós, depende) devem se lembrar que por aqui não havia o hábito de comer pão branco, de trigo. Foi necessária muita propaganda para convencer as pessoas a comerem pão branquelo e aguado. Agora é hora de repensar nosso paladar e, pensando bem, os refinados nem são necessariamente mais gostosos. É possível encontrar integrais, macios, fofinhos, coloridos e crocantes.

O Ministério da Saúde adverte: 1 em cada 3 pés de alface é tóxico.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou o resultado de suas análises, feitas no ano passado, para acompanhamento do nível de resíduos de agrotóxicos nos alimentos. As boas notícias vêm com os resultados da batata e da laranja, mas as demais não são muito animadoras. Veja o que diz a Anvisa:

O Brasil é o
terceiro maior mercado consumidor de agrotóxicos do mundo. O uso abusivo de
agrotóxicos, entretanto, ameaça a saúde do consumidor e do trabalhador rural,
além de contaminar o meio-ambiente.

Depois de ler isto, ficam para mim algumas várias dúvidas:
Se 1 em cada 3 pés de alface é tóxico (ou melhor, tem resíduos tóxicos em quantidades não seguras) como será que estão as demais verduras? Couve, rúcula, chicória?
O que será que faz ficar doente mais rápido? Comer a salada do restaurante por quilo aqui perto ou não comer salada alguma?
Será que no Estado de São Paulo os alimentos são mais ou são menos contaminados que no resto do país?
Será que os cereais também estão contaminados?
Será que os cereais refinados têm menos agrotóxicos que os integrais, ou seja, será que os resíduos de agrotóxicos se concentram nas cascas desses grãos?
Porque a Anvisa não coloca logo no site o resultado completo do trabalho?
Porque o acompanhamento da Anvisa é tão pouco abrangente?
Ai, SOCORRO!!!

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Refrigerante ou garapa?

Se você tiver pensando em trocar o refri por garapa, acho uma boa idéia, principalmente porque é tão enjoativo que não dá para tomar um copo de 700 ml. Mas lembre-se que colocar limão vai disfarçar o açúcar e permitir que se tome mais do que o saudável.

Aliás, não estou defendendo a garapa só porque ela é natural enquanto o refrigerante é artificial; não acredito nesta história de toque de Midas ao contrário, que tudo em que o homem põe a mão fica ruim. O que acontece é que não podemos contar com os milhões de anos de evolução do organismo humano para garantir o desenvolvimento de mecanismos eficientes para aproveitar e eliminar as substâncias alimentares.

Para os alimentos in natura vale a regra sgundo a qual devemos comer aquilo que nos dá prazer, enquanto que os alimentos processados e "mandraqueados' são uma verdadeira loteria, e aí...

O mais seguro é procurar imitar direitinho a boa e velha natureza.

Você sabia que...

Uma lata de refrigerante contém tanto açúcar quanto duas colheres de sopa cheias de mel ou 250 gramas de cana de açúcar.
Ou seja, cada vez que tomar uma latinha de refri, imagine comer junto duas colheradas de mel. Não seria enjoativo? Então pense se seu organismo precisava daquela energia toda. Talvez seu corpo estivesse somente com sede e precisasse de apenas... água.
Imagine agora trocar o refrigerante pelo equivalente em pedaços de cana de açúcar. Só de pensar em roer toda essa cana já faz desistir. E para o organismo as duas coisas são muito diferentes, o refrigerante fornece açúcar que estará no sangue em poucos minutos, enquanto que chupar cana é uma tarefa muuuuuuito mais demorada.

Açúcar - Uma explosão de sabor

O açúcar é a forma mais rápida, direta e eficiente de fornecer energia ao organismo, por isso é um componente valioso em uma dieta saudável. Isto é pura verdade, mas é também um excelente exemplo de como contar uma mentira usando apenas verdades. O problema está, como sempre, no exagero.

Um alimento muito purificado é de fácil absorção. Isso significa que só um pouquinho de açúcar representa uma grande quantidade de energia rapidamente liberada, faz o corpo trabalhar rápido para aproveitar logo esse 'presente'. Só que fazer isso todos os dias, acaba sendo uma sobrecarga.

A explosão de energia acaba explodindo nossa saúde. Então, devagar, o organismo pára de funcionar. Primeiro ocorre uma discreta elevação nos níveis de insulina, depois vêm as dificuldades para manter estável o nível de glicose no sangue. Neste ponto os médicos já vão diagnosticar como doença e indicar uma dieta muito restritiva para alguém que até então achava que açúcar era energia e força. A justificativa é que nesta fase qualquer quantidade de açúcar já é uma sobrecarga, e continuar forçando o organismo pode gerar sérias complicações.

Hipoglicemia, diabetes e doenças afins não são como intoxicação alimentar, em que horas depois da refeição já percebemos seus efeitos e depois tudo volta ao normal. O diabetes tipo 2 é praticamente uma conquista, resultado do abuso diário e muito treinamento para que nosso paladar acostume-se com quantidades cada vez maiores de açúcar e carboidratos refinados.

É verdade que a maioria das pessoas pode passar a vida toda com uma alimentação inadequada e não desenvolver diabetes, mas a maioria dos doentes poderia ter escapado disso e, além da possibilidade do diabetes, todos têm muito a ganhar com uma dieta mais saudável.

segunda-feira, 23 de abril de 2007


Energia Vital (colaboração da Nutricionista Maria Tereza Casulli)

O texto com o título Mundo Antigo andou suscitando perguntas. E a Nutricionista Maria Tereza Casulli empolgou-se em comentar. Nossa gratidão a ela pelos esclarecimentos!

DoceClaris: ... escreve o autor: "Hoje essa arte primitiva está sendo redescoberta por engenheiros e cientistas de todo o mundo e reutilizada para a medição da vitalidade dos alimentos." Existe mesmo esta medição?

Tereza: Existe sim! Há estudos avançados nos EUA sobre a energia vital dos alimentos e existe até uma tabela em que constam várias medidas experimentais. Por exemplo, um alimento vai perdendo energia vital à medida em que vai apodrecendo. E, dadas determinadas condições ambientais de conservação, quando menor a energia vital inicial, mais rápidamente ocorre a deterioração. Uma cenoura conservada na geladeira pode brotar ou enraizar, apenas desidratar, murchar ou ressecar, ou ainda apodrecer. E isso depende do quanto de energia vital ela contém. Por um ensaio com cenouras que eu já fiz, constatei que um produto da agricultura natural conserva-se por mais tempo que um produto da agricultura convencional.

DoceClaris: E que efeitos tem uma maior ou menor energia vital sobre a saúde humana?

Tereza: Um alimento com maior nível de energia vital pode permitir uma ingestão calórica menor pois a energia vital também decorre de um bom suprimento e equilíbrio de micronutrientes e vitaminas. É diferente daquilo que se chamam calorias vazias, não se tratam apenas de macronutrientes. Alimentos com maior energia vital, alimentam não só o corpo físico mas também os corpos sutis, energéticos do ser humano.

Hoje constatamos que os alimentos com maior energia vital, são os alimentos funcionais como frutas, cereais integrais, farelo, cítricos, verduras escuras, sementes oleaginosas, chás probióticos – verde - , grãos. São alimentos protetores, funcionais porque nutrem as células e as ajudam a se desenvenenar.

DoceClaris: Como os grãos integrais, por causa dos embriões?

Tereza: O gérmem dos grãos integrais são seus embriões e têm maior energia vital. Contém uma gama enorme de minerais, fibras solúveis, vitaminas comp.B, nutrientes... O embrião (gérmem) é onde está o alimento... E a gente tira! E o que acaba acontecendo? Costumo dar este exemplo: a compulsão por carboidrato nada mais é do que uma busca incessante - por que na natureza os cereais são uma fonte importante - de vitaminas do complexo B e fibras, fundamentais nos processos de fabricação de energia. Como os cereais foram refinados, o seu consumo não vai suprir e o corpo pede mais. Essa compulsão por carboidratos é um fator de origem nutricional e de vitalidade também.

A industrialização ocorreu de uns 100 anos pra cá, e é nesse período que a gente observa as conseqüências do refinamento na saúde, com o diabetes, obesidade, problemas de saúde pública.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Palavras da Nutricionista Maria Tereza Casulli sobre Saúde Intestinal

Na primeira postagem dos intestinos preguiçosos, adiantamos que não iríamos tratar sozinhas sobre as conseqüências da constipação para a saúde. Pois bem, eis porque reservamos esse assunto para o final da série, trazendo como colaboradora a Nutricionista Maria Tereza Casulli.

Então vamos apresentá-la: A Nutricionista Maria Tereza que, com a devida licença, será chamada de agora em diante Tereza, é grande propagadora da Alimentação Natural como meio de preservar ou melhorar a saúde. Formada há mais de 20 anos, dedica-se à orientação clínica nutricional, colocando a serviço uma gama de talentos que vão desde a ciência da nutrição até muita psicologia para bem avaliar e estímular mudanças comportamentais nos pacientes em benefício de sua saúde.

DoceClaris: Afinal o que é, em essência, a Alimentação Natural?

Tereza: A Alimentação Natural se apoia em dois princípios fundamentais: 1) Os alimentos mais apropriados para o ser humano são aqueles que se encontram disponíveis na região e ainda, o mais próximo possível do estado em que a natureza nos oferece; 2) O corpo humano é soberano, e um aparelho digestivo fortalecido é capaz de fabricar e disponibilizar tudo o que o corpo precisa. A ciência atual já admite que, num intestino com microecologia (microflora + meio circundante) interna correta, as bactérias são capazes de fabricar até vitamina B12, que sempre foi tida como uma vitamina de fonte exclusivamente animal. No ramo da nutrição clínica funcional, o intestino é hoje considerado nosso 2º cérebro, pois suas paredes também produzem neurotransmissores para suprimento de todo organismo!

DoceClaris: Então vamos falar de constipação: aparentemente, muita gente não sabe quão lenta é a sua digestão. A incidência de constipação na população é muito grande?

Tereza: É enorme! E, embora esta não seja uma estatística epidemiológica, em minha experiência clínica mais de 50% dos pacientes apresenta constipação. Este sofrimento pode envolver muitos fatores desde emocionais até a questão do tempo, muito relevante. Adultos hoje se comportam como crianças que, enquanto estão brincando, não podem parar para seguir o instinto fisiológico. Os adultos não têm tempo de ir ao sanitário e sentar, não podem parar o que estão fazendo. Muitos sentem o estímulo fisiológico mas têm o inconveniente de não poderem fazer fora de casa. A vida moderna acaba gerando esses problemas. Numa conversa na clínica a gente pode avaliar que o intestino - a natureza - até tenta mostrar um caminho, dar um sinal, mas a pessoa não deixa transcorrer da forma natural como deveria. Até em consultório a gente ter que falar: “Quebre uma barreira e, diante do sinal, aprenda a utilizar o toillete da empresa. Aprenda a disponibilizar meia hora para ficar sentado, pra deixar a natureza agir”.

DoceClaris: E o que não seria constipação, torna-se.

Tereza: Há ainda um fator emocional, o apego. O intestino preso está muito ligado ao apego. Normalmente o constipado costuma ter gavetas entulhadas de coisas, armários lotados, coisas que se acumulam. E o intestino também manda mensagem dando sinais de como é o comportamento, o sentimento da pessoa.

Mas o mais importante, afinal, é a questão da hidratação. Numa simples conversa na clínica a gente avalia a hidratação. Normalmente, o indivíuo que é obstipado, cujo intestino não funciona direito, a gente não chama de ressecado? Pois então, é por que está seco! Toda a captação e distribuição da água do organismo é feita no intestino; os órgãos todos, as células, o sistema de defesa, o sangue, precisam de água em abundância e, sendo sua necessidade maior, acaba sobrando muito pouco no intestino. Nessas condições, às vezes a pessoa entra com uma conduta de fibras, o que exige uma hidratação ainda maior. Imagine você colocar fibras muito secas (farelos) num lugar que já está ressecado! Isso pode gerar um problema muito maior do que o que havia anteriormente. Pode ocorrer uma obstrução de alça, formar um bolo obstrutivo muito grande.

Então o primeiro fator a ser observado é a hidratação. São dicas simples, a gente tem que começar interferindo em coisas simples assim, como é o ato de beber água. Dizemos que a quantidade ideal é 30ml por kg de peso por dia. Temos que esinar as pessoas a começarem o seu dia, a sair do jejum, tomando 2 copos de água, e então a darem continuidade com esse volume de água durante o resto do dia para promover a hidratação. Esse é o primeiro passo para ajudar o intestino.

DoceClaris: E qual o “custo” da constipação para a saúde em geral?

Tereza: É como falar que “fulano é enfezado”. A palavra já diz, é um indivíduo cheio de fezes. E um intestino assim vai ser um capturador, vai promover a absorção de substâncias tóxicas. A permanência de fezes no intestino, e conseqüente fermentação, vai gerar substâncias tóxicas para o corpo, de nomes nada bonitos, nada agradáveis como cadaverina, putrefatina, etc. Quanto mais tempo, quanto mais contato com a luz intestinal, esta vai sofrendo a ação desssas substância nocivas. E o contato da parede intestinal com essas substâncias pode induzir uma hiperpermeabilidade, tornando o intestino uma peneira, que impede a absorção e permite a migração para a corrente sangüínea de alguns peptídeos capazes de provocar ataques de alergia pois o sistema imunológico detecta essas substância como um corpo estranho.

Isso tem grande relação com a enorme incidência de alergias alimentares, em especial a lácteos e a glúten. As alergias ocorrem por substâncias dos próprios alimentos, por peptídeos em princípio inofensivos como os de frango, de ovos, de carne vermelha, ou mesmo de glúten, que é uma macromolécula de alta permeabilidade. Assim, os alimentos apresentam diferentes graus de alergenicidade, sendo o do trigo um dos maiores.

Com a migração dessas substâncias para a corrente sangüínea e o conseqüente ataque do sistema de defesa, uma série de sintomas de difícil diagnóstico passam a se manifestar no indivíduo como por exemplo cansaço, sonolência, falta de concentração, dor articular, distúrbio de atenção em crianças, hiperatividade...

DoceClaris: Como deve proceder uma pessoa para avaliar se é constipada ou não?

Tereza: Diante de uma alimentação correta e dado um nível normal de exercício físico, um intestino saudável deveria promover uma evacuação para cada refeição principal, num tempo entre 8 e 12 horas depois dela. O saudável seria 3 vezes por dia, uma para cada uma das principais refeições.

Pode ocorrer de haver tal freqüência mas nunca se esvaziar o intestino, o que também não é uma condição ideal. Então diagnosticamos a constipação pela observação de esforço para evacuar, produção excessiva de gases, gases de forte odor, fezes empedradas (tipo cabritinho), esgarçada, rachada, ou em que se pode visualizar o alimento que foi ingerido, o que não é desejável pois característico de uma má digestão, falta de enzimas e má absorção.

DoceClaris: O que mais a análise das fezes pode dizer ao observador?

Tereza: A análise das fezes permite avaliar o grau de absorção e aproveitamento dos nutrientes. A presença de muco, por exemplo, é um grande desperdício de minerais e de proteínas. Um alto consumo de papel para higienização após a evacuação indica uma desbiose intestinal, ou seja, que está havendo um crescimento de bactérias nocivas superior ao dos lactobacilos e outros microorganismos benéficos, o que também incorre em má absorção de nutrientes. O saudável seria não precisar de higienização após a evacuação, como os animais.

DoceClaris: E sobre as análises clínicas de fezes? Avaliam assim também?

Tereza: A atual análise clínica de fezes não leva em conta estas coisas. Nos primórdios da medicina, a análise das fezes e da urina era importante fonte de dados para os estudos, assim como hoje o é para o ramo da Nutrição Clínica Funcional.

Este ramo da Ciência da Nutrição desenvolveu todo o seu procedimento para melhorar, recuperar e potencializar a saúde do aparelho digestivo com foco no intestino. O indivíduo enfezado (cheio de fezes) tem o seu humor deprimido e comprometido pois intestino congestionado é causa de depressão. Para nós, intestino limpo e descongestionado implica em cabeça firme, leve e decidida.

Interessantíssimo! Esta entrevista com a Nutricionista Maria Tereza Casulli rendeu um filhotinho: em outra postagem vai o instigante assunto sobre Energia Vital dos alimentos. Até lá.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Cobertura de Chocolate sem leite

Cada vez mais nos deparamos com pais aflitos com alguma alergia de seus filhos, muitas vezes a produtos lácteos em geral.

Nada mais exasperante! Imaginamos a dificuldade de se administrarem crianças ansiosas por iogurtes, sovetes e chocolates e então, quem sabe esta receita ajude.

Pode ser usada como cobertura para bolos ou mesmo pão de mel. Também fica muito bom acompanhando bananas, laranjas, peras... Quentinha, vale um fondue.

Assim, bom apetite.

Ingredientes:
1 colher de sopa de extrato de soja (leite de soja) em pó*
2 colheres de sopa de cacau em pó**
3 colheres de sopa de açúcar demerara
3 colheres de sopa de manteiga de cacau ou gordura de palma
1/2 xícara de água
1/2 colher de sobremesa de amido de milho

Modo de fazer:
Misturar tudo no liqüidificador e cozinhar em fogo baixo até obter uma calda grossa. Deve render 240 g de cobertura.

Como poderá observar, essa receita não tem nada de light e ainda contém açúcar. Mesmo assim pode ser considerada equilibrada: porque

1- Cada porção de 20g (uma colher de sopa) contém 2% do VD (quantidade diária recomendada para ingestão do nutriente) de carboidratos, proteínas e fibras, bastante semelhante as melhores coberturas feitas com leite . Bem... porque muitas coberturas compradas prontas são só açúcar, açúcar, açúcar, corante e aroma. Um escândalo!

2- Apesar de ser bem gordinha - tem muita gordura em relação aos demais nutrientes - o teor calórico é compatível com as coberturas de chocolate em geral, ou seja, é para comer pouco. Também não vale trocar a manteiga de cacau ou gordura de palma por margarina ou manteiga, elas são gorduras menos saudáves e podem conter leite.


* Dica: O melhor extrato de soja é aquele produzido pela Olvebra.
** Infelizmente não serve chocolate em pó, tem que ser cacau mesmo, porque o chocolate sempre têm leite misturado.

Sem tempo para fazer? Em www.clarisalimentos.com.br, esta cobertura será light, sem adição de açúcares e muito rica em fibras, o que, infelizmente, ainda não dá pra ser feito em casa.

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Mundo Antigo

“Aquilo que a vanguarda da endocrinologia nos diz hoje, as feiticeiras do período que chamamos Idade das Trevas conheciam por instinto ou aprenderam por experiência. (...) Anatomia, alquimia e farmacologia floresciam entre essa gente muito tempo antes de se tornarem uma prática generalizada. Esses terapeutas da natureza acreditavam que o universo era governado por uma lei e ordem da qual faziam parte todas as pétalas de todas as plantas. (...) Enquanto os médicos eram poucos, praticando selvagens rituais masculinos, como sangrias e extirpação de membros, os naturistas eram capazes de curar as pessoas combinando os poderes curativos das plantas com postura de mãos e conselhos baseados no bom senso sobre dieta, jejum e prece. (...)
Os naturistas percebiam o poder de várias plantas e alimentos para distinguir entre uma comida saudável e substâncias venenosas, freqüentemente utilizavam um instrumento muito comum entre as civilizações antigas: uma forquilha, um pêndulo (...) presa por um pedaço de barbante. (...) Hoje essa arte primitiva está sendo redescoberta por engenheiros e cientistas de todo o mundo e reutilizada para a medição da vitalidade dos alimentos. Enquanto o suco fresco da beterraba açucareira registra 8.500 unidades de saudável e radiante energia, uma porção de açúcar refinado registra zero, embora a soma de calorias inertes possa permancer mais ou menos constante em ambos.”

Dufty, William. Sugar Blues. p. 33-34. Ed. Ground Informação: Rio de Janeiro, 1975