terça-feira, 8 de junho de 2010

Pururuca de porco

Esses dias comprei um pedaço de bacon no mercado, pela primeira vez na vida, e influenciada pela companhia que dizia que o tal bacon estava "magrinho"... E até que estava mesmo, dentro do possível.

Passou semanas na geladeira, sem que eu conseguisse imaginar um uso pra ele. Coisas de cozinheiro de primeira viagem. Mas enfim achei uso, e, como sobra, um naco de pele de porco.

Eu já sabia que com pele de porco se faz pururuca. E também tinha ouvido falar que pra ficar crocante tem que cozinhar antes. Pois bem, fiz e deu mais ou menos certo. Mas fiquei na dúvida se aquela pururuca, feito com a pele só, já tirada a camada de gordura, seria ou não seria um alimento gordo insalubre demais. Fiquei de pesquisar mas não deu nem tempo.

Ontem eu visitei a Fispal Food Service em São Paulo e eis que minha resposta veio prontinha, no colo, de fonte confiável. O expositor vem de Chapecó em Santa Catarina, região conhecida pela produção e abate de suínos, e justamente estava na feira apresentando produtos como pellets de pele de porco para fritar e fazer a pururuca. Me disseram que dá pra assar também, e que só cresce menos, mas também fica crocante.

A informação nutricional da pururuca, ainda antes de fritar, é a seguinte:

Em 14 gramas:
80 kcal (4% VD)
9 g ou 64% de proteínas (12% VD)
5 g ou 36% de gorduras (9% VD)
das quais, 2 g ou 14% de gorduras saturadas (9% VD)
sem carboidratos, sem gorduras trans.

Colesterol? Só 6% do VD por porção, menos que as gorduras.
Sódio também, só 9% do VD.

Considerando que é pele de porco, que tem tudo pra ser demonizado por tudo quanto é profissional de saúde, eu confesso que fiquei muito surpresa, e bem feliz com a descoberta.

Ah! E as proteínas, a maioria deve ser colágeno e elastina, que se não viram gelatina pra uso em balas, sorvetes, flans, pudins, mousses, cremes e outros cosméticos por aí, poderiam também ser vendidos na forma hidrolisada, como suplemento alimentar, que está em voga.

E viva a pururuca!

"No mundo nada se perde, nada se cria, tudo se transforma." Lavoisier.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fondue


Fondue (fundida) é um prato de origem Suíça, normalmente à base de queijo aquecido sobre uma lamparina, também conhecida como espiriteira ou rechaud, ou outra fonte de calor pouco intenso e do qual as pessoas se servem diretamente.
Consiste basicamente em uma mistura de queijos (normalmente dos queijos Gruyère e Emmental) fundidos com vinho (ou, como na receita original, a Kirschwasser alemã), que vai à mesa acompanhada de pedaços de pão, batatas e cenouras. Esses acompanhamentos devem ser mergulhados na fondue com um garfo especial antes de serem consumidos.
Além da fondue de queijo, existem algumas outras variações, como a fondue de chocolate e carne.
Existe também a fondue chinesa (fondue chinoise), bastante servida em restaurantes na Suíça, feita à base de carnes, peixes e legumes, fervidos num caldo de carne com diversas especiarias, e a japonesa.

História

A região de origem da fondue não é totalmente conhecida, mas deve situar-se na região de Jura/Savoie, na fronteira franco-suíça. A receita mais antiga encontra-se num livro de cozinha escrito em Zurique em 1699.
Contrariamente à crença popular, não teria sido inventada por pessoas vivendo nos alpes suíços, pois nessa época o queijo usado na fondue era caro, o que significa que não estaria ao alcance da maior parte das pessoas vivendo nas montanhas. Assim, durante os séculos XVIII e XIX a fondue teria sido uma iguaria desfrutada apenas por pessoas mais ricas, vivendo nas cidades.
Na década de 1950 a fondue entrou nas cozinhas do exército suíço, tornando-se assim conhecida dos soldados, que levaram esta receita para suas casas. Até hoje, a preparação da fondue é considerada como uma "coisa de homem" na Suíça.
A iguaria ganhou fama internacional na década de 50, quando o chefe Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse, em Nova Iorque, passou a servir o prato. Para complementar, criou a fondue de chocolate, que servia de sobremesa.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre. Acesso no hiperlink do título em 20/mai/2010.

domingo, 21 de março de 2010

A inocente FRUTOSE

Eu tive avós diabéticas. Quando ainda criança, e recordando-me bem da cena, uma delas me mostrou uma caixinha de frutose na prateleira do supermercado dizendo que aquele era o açúcar que ela podia comer, que o médico recomendou, e que era açúcar de fruta.

Lembrança muito remota e que de repente surgiu do fundo do meu HD, puxado pela leitura de um material do Programa Minha Escolha - para o qual, aliás, "tiro o chapéu", pois é a realização concreta de um sonho nosso na Claris, de que existisse algum meio de classificar definitivamente um alimento pelo seu nível de saúde associado, separando finalmente joio de trigo - de onde tirei o seguinte texto, pedindo licença ao Instituto, e desde logo informando a fonte:


"O alto consumo de carboidratos tem como conseqüência não apenas o ganho de peso, mas também a elevação dos níveis de triglicérides no sangue. Além disso, estudos clínicos confirmam que a alta ingestão de açúcares (sacarose e, particularmente, a frutose) pode favorecer o ganho de peso e o desenvolvimento de outros componentes da síndrome metabólica."
(Evidências sobre os fatores dietéticos envolvidos no desenvolvimento de doenças crônicas. in Whitepaper do Programa Minha Escolha, veiculado em mar/2010)

E apesar da proscrição da frutose como ingrediente em alimentos "dietéticos", muita gente ainda acha que a frutose é natural e inocente. Uma, que de natural não tem nada, porque não existe árvore que dê frutose em cubinhos. Duas, que não é inocente, vista a constatação científica do exposto acima.

E o pior é que tem até produto industrializado no mercado que se diz "sem adição de açúcares", sendo cheio de frutose. Pois não é nem dietético, nem sem açúcar. Olho vivo!

quinta-feira, 18 de março de 2010