terça-feira, 8 de junho de 2010

Pururuca de porco

Esses dias comprei um pedaço de bacon no mercado, pela primeira vez na vida, e influenciada pela companhia que dizia que o tal bacon estava "magrinho"... E até que estava mesmo, dentro do possível.

Passou semanas na geladeira, sem que eu conseguisse imaginar um uso pra ele. Coisas de cozinheiro de primeira viagem. Mas enfim achei uso, e, como sobra, um naco de pele de porco.

Eu já sabia que com pele de porco se faz pururuca. E também tinha ouvido falar que pra ficar crocante tem que cozinhar antes. Pois bem, fiz e deu mais ou menos certo. Mas fiquei na dúvida se aquela pururuca, feito com a pele só, já tirada a camada de gordura, seria ou não seria um alimento gordo insalubre demais. Fiquei de pesquisar mas não deu nem tempo.

Ontem eu visitei a Fispal Food Service em São Paulo e eis que minha resposta veio prontinha, no colo, de fonte confiável. O expositor vem de Chapecó em Santa Catarina, região conhecida pela produção e abate de suínos, e justamente estava na feira apresentando produtos como pellets de pele de porco para fritar e fazer a pururuca. Me disseram que dá pra assar também, e que só cresce menos, mas também fica crocante.

A informação nutricional da pururuca, ainda antes de fritar, é a seguinte:

Em 14 gramas:
80 kcal (4% VD)
9 g ou 64% de proteínas (12% VD)
5 g ou 36% de gorduras (9% VD)
das quais, 2 g ou 14% de gorduras saturadas (9% VD)
sem carboidratos, sem gorduras trans.

Colesterol? Só 6% do VD por porção, menos que as gorduras.
Sódio também, só 9% do VD.

Considerando que é pele de porco, que tem tudo pra ser demonizado por tudo quanto é profissional de saúde, eu confesso que fiquei muito surpresa, e bem feliz com a descoberta.

Ah! E as proteínas, a maioria deve ser colágeno e elastina, que se não viram gelatina pra uso em balas, sorvetes, flans, pudins, mousses, cremes e outros cosméticos por aí, poderiam também ser vendidos na forma hidrolisada, como suplemento alimentar, que está em voga.

E viva a pururuca!

"No mundo nada se perde, nada se cria, tudo se transforma." Lavoisier.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fondue


Fondue (fundida) é um prato de origem Suíça, normalmente à base de queijo aquecido sobre uma lamparina, também conhecida como espiriteira ou rechaud, ou outra fonte de calor pouco intenso e do qual as pessoas se servem diretamente.
Consiste basicamente em uma mistura de queijos (normalmente dos queijos Gruyère e Emmental) fundidos com vinho (ou, como na receita original, a Kirschwasser alemã), que vai à mesa acompanhada de pedaços de pão, batatas e cenouras. Esses acompanhamentos devem ser mergulhados na fondue com um garfo especial antes de serem consumidos.
Além da fondue de queijo, existem algumas outras variações, como a fondue de chocolate e carne.
Existe também a fondue chinesa (fondue chinoise), bastante servida em restaurantes na Suíça, feita à base de carnes, peixes e legumes, fervidos num caldo de carne com diversas especiarias, e a japonesa.

História

A região de origem da fondue não é totalmente conhecida, mas deve situar-se na região de Jura/Savoie, na fronteira franco-suíça. A receita mais antiga encontra-se num livro de cozinha escrito em Zurique em 1699.
Contrariamente à crença popular, não teria sido inventada por pessoas vivendo nos alpes suíços, pois nessa época o queijo usado na fondue era caro, o que significa que não estaria ao alcance da maior parte das pessoas vivendo nas montanhas. Assim, durante os séculos XVIII e XIX a fondue teria sido uma iguaria desfrutada apenas por pessoas mais ricas, vivendo nas cidades.
Na década de 1950 a fondue entrou nas cozinhas do exército suíço, tornando-se assim conhecida dos soldados, que levaram esta receita para suas casas. Até hoje, a preparação da fondue é considerada como uma "coisa de homem" na Suíça.
A iguaria ganhou fama internacional na década de 50, quando o chefe Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse, em Nova Iorque, passou a servir o prato. Para complementar, criou a fondue de chocolate, que servia de sobremesa.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre. Acesso no hiperlink do título em 20/mai/2010.

domingo, 21 de março de 2010

A inocente FRUTOSE

Eu tive avós diabéticas. Quando ainda criança, e recordando-me bem da cena, uma delas me mostrou uma caixinha de frutose na prateleira do supermercado dizendo que aquele era o açúcar que ela podia comer, que o médico recomendou, e que era açúcar de fruta.

Lembrança muito remota e que de repente surgiu do fundo do meu HD, puxado pela leitura de um material do Programa Minha Escolha - para o qual, aliás, "tiro o chapéu", pois é a realização concreta de um sonho nosso na Claris, de que existisse algum meio de classificar definitivamente um alimento pelo seu nível de saúde associado, separando finalmente joio de trigo - de onde tirei o seguinte texto, pedindo licença ao Instituto, e desde logo informando a fonte:


"O alto consumo de carboidratos tem como conseqüência não apenas o ganho de peso, mas também a elevação dos níveis de triglicérides no sangue. Além disso, estudos clínicos confirmam que a alta ingestão de açúcares (sacarose e, particularmente, a frutose) pode favorecer o ganho de peso e o desenvolvimento de outros componentes da síndrome metabólica."
(Evidências sobre os fatores dietéticos envolvidos no desenvolvimento de doenças crônicas. in Whitepaper do Programa Minha Escolha, veiculado em mar/2010)

E apesar da proscrição da frutose como ingrediente em alimentos "dietéticos", muita gente ainda acha que a frutose é natural e inocente. Uma, que de natural não tem nada, porque não existe árvore que dê frutose em cubinhos. Duas, que não é inocente, vista a constatação científica do exposto acima.

E o pior é que tem até produto industrializado no mercado que se diz "sem adição de açúcares", sendo cheio de frutose. Pois não é nem dietético, nem sem açúcar. Olho vivo!

quinta-feira, 18 de março de 2010

BlogBlogs.Com.Br

sábado, 5 de dezembro de 2009

Nova regulamentação de propaganda de alimentos



Ainda neste mês de dezembro, a ANVISA deverá publicar regulamento que restringe ou impõe regras para publicidade de alimentos.


É a finalização de um longo processo iniciado em 2006 com ampla participação da sociedade, e que vem ao encontro das preocupações de saúde pública, notadamente aquelas relacionadas com o grande avanço de doenças crônicas não transmissíveis como a obesidade, diabetes, hipertensão e doenças do coração.


Embora o grande argumento a justificar essa regulamentação seja o efeito pernicioso que a propaganda de alimentos "não saudáveis" tem sobre os hábitos das crianças, a verdade é que impor às peças publicitárias um alerta para o possível efeito danoso do alimento anunciado, terá mesmo o mérito que a rotulagem nutricional nunca alcançou: a de tornar mais claro o desequilíbrio nutricional de grande parte dos alimentos embalados.


Bem, trata-se apenas de regular a propaganda por enquanto. Demorará muito tempo ainda para que tais informações sejam expressas nos rótulos dos produtos, pois depende de harmonizar as regras no Mercosul (a rotulagem de alimentos no Brasil segue norma harmonizada com os demais países do Mercosul).


Se vai ajudar a educar a população, ou mesmo se as crianças vão levar em consideração o alerta que estará no meio da mensagem publicitária, nós não sabemos. Mas já é alguma coisa. Possivelmente teremos novidades na veiculação das campanhas da Páscoa, por exemplo.


Além dos consideranda, das regras e toda filosofia envolvida, aparecerão agora nas propagandas de alimentos os seguintes textos:


1-“Este alimento possui elevada quantidade de açúcar. O consumo excessivo de açúcar
aumenta o risco de desenvolver obesidade e cárie dentária”, em alimentos com pelo menos de 15% de açúcar, se sólido, ou 7,5%, se líquido.


2-“Este alimento possui elevada quantidade de gordura saturada. O consumo excessivo
de gordura saturada aumenta o risco de desenvolver diabetes e doenças do coração”, em alimentos com pelo menos 5% de gordura saturada, se sólido, ou 2,5%, se líquido.


3-“Este alimento possui elevada quantidade de gordura trans. O consumo excessivo de
gordura trans aumenta o risco de desenvolver doenças do coração”, em alimentos com pelo menos 0,6% de gordura trans, em qualquer forma.


4- “Este alimento possui elevada quantidade de sódio. O consumo excessivo de sódio
aumenta o risco de desenvolver pressão alta e doenças do coração”, em alimentos com pelo menos 400mg/100g de sódio, em qualquer forma.


E vai ter muito alimento por aí com mais de um dessas advertências juntas!


O que você acha disso?


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Açúcar e crianças

"
  • A ingestão de 100g de açúcar provoca, em 15 minutos, aceleração do pulso, aumento da pressão sanguínea e da função renal.
  • Em caso de um consumo regular abundante, constata-se a fadiga do órgão regulador, que é o fígado, encarregado de manter um nível de açúcar adequado no sangue. Também afeta a atividade dos glóbulos brancos ou leucócitos, e reduz sua capacidade antimicrobiana no sangue.
  • Quando o açúcar penetra no nosso organismo, costuma estar separado dos componentes que normalmente o acompanham na planta (celulose, vitaminas, enzimas, sais minerais...). Por este motivo, tende a equilibras-se atraindo determinados elementos químicos de nosso corpo, especialmente minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio) e vitaminas do complexo B. Em consequência, provoca demineralização do organismo e deterioração da energia vital.
  • O consumo de açúcar predispõe à obesidade, ao diabetes e aos problemas vasculares.
  • O hábito do açúcar gera uma dependência. Seu consumo engana o organismo, o que deixa saciado por pouco tempo, para depois despertar mais o apetite.
 Concluindo, o açúcar fornece ao organismo calorias que contribuem com o excesso calórico próprio de nossa época, favorecendo os transtornos mencionados acima. O problema se agrava ao observar-se que as vítimas do consumo indiscriminado de açúcar são as crianças"

Bradford, Montse. La nueva cocina energética: Alimentación natural para estar más sanos, ligeros y llenos de vitalidad. 9ª Ed. Barcelona: Océano Librerias, 2006. p. 17. trad. livre.

Fontes de cálcio

Para quem tem dúvida se não lhe faltará cálcio numa eventual dieta que exclua leite e derivados, aí vão algumas fontes alternativas bastante importantes:

-Pescados
-Couve-flor
-Nabo
-Alface (por essa ninguém esperava, certo?)
-Folhas verdes escuras de brócolis, agrião, couve e outras - essas não só fornecem cálcio, como também grande quantidade de ferro, clorofila e fibras.
-Frutas secas
-Sementes de gergelim
-Algas marinhas em geral, cujo conteúdo de cálcio é muito superior ao de leite de vaca.

Hipócrates, 460-377 a.C.


"Que o alimento seja teu remédio, 
e o remédio, teu alimento."

 Hehehe, desvirtuaram tudo!




Arquitetura do corpo

"As necessidades de nosso organismo podem conhecer-se claramente observando seu projeto e estrutura natural.


A flora intestinal

Uma dieta rica em alimentos vegetais e escassa em proteínas animais favorece o equilíbrio entre os diferentes microorganismos que povoam nossos intestinos (tão essenciasi para uma boa absorção dos alimentos).

Nossos intestinos

O sistema digestivo dos animais carnívolos está projetado para poder digerir a carne: intestinos muito curtos para poder expelir rapidamente as substâncias tóxicas. Pelo contrário, os animais herbívoros estão providos de intestinos longos, para uma absorção e assimilação lenta e de baixo nível em substâncias tóxicas.

Os dentes

A esturuta da boca de cada ser vivo incica a classe de alimentos que necessita para sua sobrevivência. Os animais carnívoros estão providos de dentes pontiagudos, caninos, para agarrar, rasgar e comer suas presas.
Os dentes humanos se dividem em molares e pré-molares, para moer e mastigar, e em incisivos para cortar. Os alimentos que necessitam esta classe ação são principalmente os de origem vegetal: cereais, verduras, leguminosas, sementes, frutas e frutos secos. Tão só possuímos 4 caninos, da quantidade total de 32 peças. Isso nos demonstra a proporção de alimentos de origem animal e vegetal em nossa dieta (7 partes vegetal / 1 parte animal)

Boa qualidade de sangue

Nosso sangue é ligeiramente alcalino. Manter um pH equilibrado é a resposta para conservar um sistema imunológico são e um ótimo nível de energia e vitalidade."

Bradford, Montse. La nueva cocina energética: Alimentación natural para estar más sanos, ligeros y llenos de vitalidad. 9ª Ed. Barcelona: Océano Librerias, 2006. p. 10-11. trad. livre.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Obesidade e Diabetes no Brasil



Obesidade e diabetes vêm sendo citadas como as doenças mais preocupantes a acometerem a população brasileira, sendo-lhes conferido status de relevante questão de saúde pública.

Dados do relatório de pesquisa elaborada pela Toledo & Associados em 2007, dando conta do mapa da obesidade no Brasil, serviu de subsídio para um ensaio de política pública em saúde, porém, como um cego que apalpa um elefante, avançamos pouco por não conseguir identificar claramente as causas, nem a forma de corrigí-las.

Bem, pra corrigir o efeito, apresentaram a cirurgia bariátrica...

Por sua vez o diabetes (notadamente o tipo 2, prevalente entre os adultos), até então vinha sendo relacionado a alguns fatores de risco para o aparecimento da doença, e dentre eles, talvez o mais alardeado, a obesidade.

Mas o que motiva mesmo esse post, é a novidade amplamente divulgada nos canais de notícia nesse mês de novembro: pesquisa confiável revela que 11% dos brasileiros são diabéticos mas que quase 67% deles não são obesos!

E a comunidade médica, que vem pregando a cirurgia bariátrica como medida para curar o diabetes - com relato de casos de sucesso em estudo ainda não conclusivo - continuará adotando e recomendando cirurgia, enquanto pesquisa sobre a alta ocorrência de diabetes em pessoas de peso normal.

Dá pra encarar?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Receita Nova, eba!!!

Brigadeirão Diet

1 colher de sopa bem cheia (15g) de amido de arroz dissolvido em 150 ml de leite desnatado
1 pacote (12g) de gelatina em pó sem sabor e sem cor hidratado com 2 colheres de água
2 colheres (15g) de manteiga de cacau, margarina zero trans ou manteiga sem sal
4 colheres bem cheias (50g) de cacau em pó (puro, não chocolate em pó - que tem açúcar, nem achocolatado - que tem muito carboidrato de digestão rápida)
850 ml de leite desnatado
11 colheres bem cheias (220g) de leite em pó
Adoçante a gosto*
Granulado diet a gosto

*Indicamos o uso de qualquer adoçante em pó, desde que não seja do tipo "use como açúcar", pois estes têm menor poder edulcorante.

Modo de preparo:

1) Bata no liquidificador o adoçante, a manteiga ou margarina, o leite, o leite em pó e o cacau.

2) Leve a mistura do liquidificador ao fogo médio, mexendo sempre, até cozinhar bem e reduzir um pouco.

3) Separe uma concha desse cozido e junte à gelatina hidratada para dissolvê-la.

4) Verta o amido dissolvido em leite na panela e continue cozinhando, sem parar de mexer, até engrossar.

5) Baixe o fogo e continue cozinhando por cerca de 3 minutos, mexendo para não grudar no fundo.

6) Retire do fogo e misture bem a gelatina dissolvida anteriormente.

7) Verta tudo em uma forma redonda de furo central previamente molhada, para que possa desenformar com maior facilidade.

8) Leve à geladeira coberto, de um dia para o outro, e depois desenforme sobre um prato.

9) Enfeite com o granulado diet.

Esta receita pode ser dividida em 20 pequenas porções, cada uma com 67,5 g e a seguintes vantagens sobre um produto tradicional:

- Reduzidíssima quantidade de carboidratos, além de não ter açúcar, de qualquer natureza, adicionado;

-Por conseqüência, com mais proteínas e minerais, especialmente o cálcio do leite;

- Zero gordura trans e, se não for usada manteiga nem leite integral, quase zero de colesterol;

Quando você experimentar, nos dê a sua opinião. Mas se tiver sem tempo de fazer, http://www.clarisalimentos.com.br/. Lá seu Brigadeirão já está prontinho, com um pouco menos de calorias e gorduras, adoçado com o estado da arte em adoçantes culinários.

O que seria Beneo?

Beneo TM é uma marca da empresa Orafti, a maior produtora de ingredientes derivados da raíz da chicória no mundo, iniciada na Bélgica e hoje também produzindo no Chile.

Com esta marca, e usando os ingredientes a ela associados, indústrias alimentícias do mundo todo podem comunicar, "num pacote só", um bom conjunto de benefícios à saúde que os seus produtos podem proporcionar, bastando no entanto que o consumidor saiba do que se trata.

Há já uma década a Orafti trouxe para o mercado brasileiro seus produtos, notadamente as inulinas e oligofrutoses que são tipos de fibras alimentares solúveis extraídas da raíz da chicória (foto acima). Tais ingredientes, devidamente aplicados na indústria alimentícia, têm o condão de enriquecer a dieta dos seus consumidores com uma quantidade e qualidade de fibras em grande parte esquecidas pela dieta moderna.

Para se ter uma idéia dos benefícios da ingestão da inulina e oligofrutoses, veja um dos press releases que dá conta de alguns resultados de estudos relacionando esses ingredientes e a saúde humana.

À parte o que se encontra no site porém, nessa mesma 5ª Conferência do press release citado, o arqueólogo Jeff Leach deu uma palestra sobre o papel dos prebióticos (dentre os quais estão a inulina e as oligofrutoses) na dieta dos nossos antepassados e sua relevância para a saúde e nutrição humana modernas. Tal contribuição se encontra impresso no Newsletter número 15 da mesma empresa, publicada no outono de 2006, cujo extrato segue livremente traduzido por nós:
"Geneticamente nós somos caçadores-coletores vivendo num ambiente nutricional que provê uma dieta baseada em vegetais, de alto conteúdo de fibras, o que é compatível com nosso genoma (...) [enquanto] as dietas modernas oferecem uma realidade de baixa fibra, alta gordura e alimentos de carboidratos refinados. Nossa comida moderna não seria reconhecida pelos nossos ancestrais como uma dieta apropriada. O mesmo se passa para nossa microflora"

"De uma perspectiva evolutiva nós não comemos fibras e prebióticos suficientes. Uma média de ingestão contendo 2 a 4g por dia de prebióticos, e menos de 20g por dia de fibras nos países mais desenvolvidos. Isso é um quarto ou menos do que comiam nossos ancestrais. Os estudos que tentam relacionar saúde com a ingestão de fibras dietéticas ou de frutas e vegetais frequentemente têm apresentado resultados nulos. Isso deve ser porque mesmo as 'altas ingestões de fibras' desses estudos estavam na região de 25-30g por dia, o que está muito longe da quantidade necessária para a saúde se for tomada a dieta dos primeiros humanos como marco de referência. Em minha opinião, uma ingestão diária de 50-75g de fibras, incluindo 10 a 25g por dia de prebióticos, deve ser o ótimo."

Eis mais um pedaço do elefante.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Entre a "meia" ciência e a sabedoria popular...

fico, sem dúvida, com a segunda, na maioria das escolhas diárias.

É o que me passa ao confrontar um estudo toxicológico sobre o ciclamato (adoçante artificial) com o ditado que diz: "a diferença entre o remédio e o veneno é a dose".

É certo que esse adoçante já é bem antigo, tão controverso quanto cientificamente testado, teve seu uso proibido nos Estados Unidos na década de 70, e, pensando bem, tem coisa melhor por aí...

Mas o que me interessa dizer não é isso. Interessa dizer algo acerca da disciplina da toxicologia, uma ciência que se vale do método experimental para tirar suas conclusões, por sinal muito úteis para o mundo moderno em que, com cada vez maior velocidade, são introduzidas novas moléculas no ambiente natural para que os seres as absorvam e, com elas ou diante delas, reajam.

Porém, como se pode depreender de uma rápida olhada no estudo em hiperlink, o conhecimento sobre a toxicologia de uma substância está para o homem (e também para os cientistas) assim como um elefante está para um cego: o cego apalpa o elefante, ouve o elefante, sente sua textura, pode descrevê-lo sob muitos aspectos, mas não pode compreender o elefante em toda a sua completude. (Perdoe-me, caro leitor, a metáfora tosca, mas acho que deu pra entender, certo? ;-) )

Assim são os resultados parciais dos estudos em toxicologia: cada um por si só não explica o "elefante" mas tão somente uma parte dele. E nós, caro leitor, nós leigos ou semi-leigos, que estamos do lado de cá só recebendo essas moléculas que os outros inventam, ficamos aturdidos com notícias alarmadas, às vezes entupindo nossas inocentes caixas de e-mail, noticiando que substância tal causa câncer, substância não sei qual foi proibida lá mas não cá, etc.

Não que sejam mentiras, mas devemos lembrar que isso não é tudo. Cada estudo é um pequeno tijolinho a participar da construção do conhecimento necessário para condenar ou rejeitar esta ou aquela solução engendrada para a vida moderna.

Enquanto isso, prudente é lembrar do ditado que, em minha modesta opinião, seria o "pai" dos IDA´s (Ingestão Diária Aceitável): se não se pode evitar completamente, então que seja a dose pequena.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Água, simples assim! E tim-tim.


Certa vez estive numa conferência corporativa de vendas organizada por uma importante indústria do ramo de bebidas. Dentre todas as mensagens motivacionais emanadas do principal executivo da ocasião, a que mais me marcou, e que acabei retendo, foi algo mais ou menos assim: "O brasileiro bebe em média X litros de bebidas não alcoólicas por ano. Nós podemos suprí-las, inclusive substituindo tudo o que se toma de água, pelos nossos produtos."

Bonito? Não exatamente. Empolgante, talvez... E, de certa forma, penso que ele, como executivo de vendas, tinha razão. De outro modo, como explicar a explosão - e o enorme sucesso - de bebidas gaseificadas ou não, muitas vezes adoçadas - ainda que sem adição de açúcar -, e sempre aromatizadas? Parece até que as pessoas não gostam de água e portanto... têm que disfarçar o gosto com qualquer outra coisa.
Pois nada pode substituir a água pura, limpa, livre de contaminantes químicos ou biológicos, para a manutenção da saúde humana. E o motivo é simples: há toda uma sorte de estudos relacionando a adequada hidratação à prevenção de doenças, inclusive o câncer. E, de acordo com a nossa colaboradora de outra postagem deste blog, uma ingestão diária de 30ml por kg de peso corpóreo é o mínimo desejável.
Ora, quem tem 100kg deve ingerir 3 litros de água, o equivalente a 12 copos americanos grandes; quem tem 70 kg, quase 9 copos; e assim por diante. E, convenhamos, essa não é das proezas mais simples de se realizar! Pois além de beber (lembrar, ter ao alcance, desenvolver hábito, etc.) tem-se também que dar conta da saída disso tudo.
Quando se consome água na forma de sucos, refrigerantes, chás, isotônicos, etc., o efeito é proporcionalmente menor, o que demanda ainda mais líquidos para se obter o mesmo resultado. Daí a maior vantagem da ingestão de água pura.
E pra quem pode, e consegue, as recompensas parecem ser grandes. Eu, que andei observando, vejo a diferença: debaixo do sol, após atividades extenuantes, meio litro de água faz milagres, parece que você fica novo de novo. Uma simples semaninha cumprindo a meta diária tira dores das articulações, dos rins, aumenta a disposição, melhora o sono, torna mais desperto.
Independentemente dos resultados de estudos, só pela lógica, isso faz muito sentido. Por óbvio que aumentando a limpeza orgânica, menos radicais livres, menos toxinas, menos doenças degenerativas, menor envelhecimento. Por outro lado, imagine-se o quanto de pequenas doenças sem explicação podem ter origem numa leve mas permanente desidratação?
Bem, fica lançada uma proposta para promessa de Ano Novo: beber mais água.
Feliz 2008. Tim-tim.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Caranguejo não é peixe, caranguejo peixe é?


Não, não temos dúvidas de que caranguejo não é peixe e sim um crustáceo. Mas esses tempos andamos às voltas com esta cantiga assim: “Ricota não é queijo, ricota queijo é?”

Tudo começou com um amigo dizendo que achava o “fim da picada” chamar de “4 queijos” uma pizza recheada com mussarela, parmesão, gorgonzola e... ricota! Ora, não são então 4, mas só 3 queijos?

3 ou 4, para que não restem dúvidas, existem os PIQ´s (padrões de identidade e qualidade) dos alimentos. Esses são os seus cabais definidores, para todos os fins de uma comunicação precisa.

O queijo é, segundo a definição oficial do Brasil, o produto fresco ou maturado que se obtém por separação parcial do soro do leite reconstituído (...), ou de soros lácteos, coagulados pela ação física (...), todos de qualidade apta para uso alimentar, com ou sem agregação de substâncias alimentícias e/ou especiarias e/ou condimentos, etc.

Sem complicar muito, a ricota é produzida por meio da floculação do soro de leite a quente e em meio ácido. Muito bem, estamos diante de uma espécie de queijo!

Agora pode pedir tranqüilo! São 4 queijos sim.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Grãos germinados -

Grãos germinados , O processo de germinação torna os nutrientes mais
digeríveis e alguns nutrientes multiplicam-se. É o caso da vitamina C,
que é praticamente inexistente no grão de trigo, mas que, uma vez
germinado, aumenta seiscentos por cento o seu teor.  Os grãos
germinados são pobres em calorias, mas contêm quantidades apreciáveis
de vitaminas A e C, vitaminas do complexo B, vitamina E, algum ferro e
enzimas e proteínas.

Castanha do Pará (ops, Brasil)

também chamada de castanha do Brasil é uma árvore
que pode atingir 55 metros de altura e viver cerca de 600 anos. è
cultivada de forma sustentável e é uma fonte de renda imprescindível
para a população ribeirinha da bacia do amazonas. Apenas uma noz é
suficiente para suprir as necessidades diárias de Selênio no organismo
humano. Estudos recentes mostram que o mineral previne câncer,
cardiopatias, reduz a toxidade de metais pesados e age no combate aos
radicais livres.

Behhhh- Cabrito

É a carne mais light de todas com menor teor calórico e
menos gordura e colesterol que as carnes de frango, peru, porco, vaca
ou peixe. Além disso é muito macia, suculenta e saborosa.

Linhaça

É um alimento funcional, capaz de prevenir o câncer de mama,
cólon e próstata. Já foi utilizado para curar ferimentos ou no
processo de mumificação no antigo Egito. É a maior fonte de omega-3
encontrada na natureza, no entanto para que esta gordura seja
aproveitada deve ser extraída do grão deixando-o de molho antes do
consumo. O grão inteiro passa incólome pelo intestino humano, tendo
apenas o efeito de fibra alimentar.

Funcionais

Alimentos funcionais são aqueles que podem diminuir o risco de algumas
doenças pois seu uso contínuo pode proporcionar aumento da defesa
orgânica e redução do ritmo de envelhecimento celular