sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Hipócrates, 460-377 a.C.


"Que o alimento seja teu remédio, 
e o remédio, teu alimento."

 Hehehe, desvirtuaram tudo!




Arquitetura do corpo

"As necessidades de nosso organismo podem conhecer-se claramente observando seu projeto e estrutura natural.


A flora intestinal

Uma dieta rica em alimentos vegetais e escassa em proteínas animais favorece o equilíbrio entre os diferentes microorganismos que povoam nossos intestinos (tão essenciasi para uma boa absorção dos alimentos).

Nossos intestinos

O sistema digestivo dos animais carnívolos está projetado para poder digerir a carne: intestinos muito curtos para poder expelir rapidamente as substâncias tóxicas. Pelo contrário, os animais herbívoros estão providos de intestinos longos, para uma absorção e assimilação lenta e de baixo nível em substâncias tóxicas.

Os dentes

A esturuta da boca de cada ser vivo incica a classe de alimentos que necessita para sua sobrevivência. Os animais carnívoros estão providos de dentes pontiagudos, caninos, para agarrar, rasgar e comer suas presas.
Os dentes humanos se dividem em molares e pré-molares, para moer e mastigar, e em incisivos para cortar. Os alimentos que necessitam esta classe ação são principalmente os de origem vegetal: cereais, verduras, leguminosas, sementes, frutas e frutos secos. Tão só possuímos 4 caninos, da quantidade total de 32 peças. Isso nos demonstra a proporção de alimentos de origem animal e vegetal em nossa dieta (7 partes vegetal / 1 parte animal)

Boa qualidade de sangue

Nosso sangue é ligeiramente alcalino. Manter um pH equilibrado é a resposta para conservar um sistema imunológico são e um ótimo nível de energia e vitalidade."

Bradford, Montse. La nueva cocina energética: Alimentación natural para estar más sanos, ligeros y llenos de vitalidad. 9ª Ed. Barcelona: Océano Librerias, 2006. p. 10-11. trad. livre.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Obesidade e Diabetes no Brasil



Obesidade e diabetes vêm sendo citadas como as doenças mais preocupantes a acometerem a população brasileira, sendo-lhes conferido status de relevante questão de saúde pública.

Dados do relatório de pesquisa elaborada pela Toledo & Associados em 2007, dando conta do mapa da obesidade no Brasil, serviu de subsídio para um ensaio de política pública em saúde, porém, como um cego que apalpa um elefante, avançamos pouco por não conseguir identificar claramente as causas, nem a forma de corrigí-las.

Bem, pra corrigir o efeito, apresentaram a cirurgia bariátrica...

Por sua vez o diabetes (notadamente o tipo 2, prevalente entre os adultos), até então vinha sendo relacionado a alguns fatores de risco para o aparecimento da doença, e dentre eles, talvez o mais alardeado, a obesidade.

Mas o que motiva mesmo esse post, é a novidade amplamente divulgada nos canais de notícia nesse mês de novembro: pesquisa confiável revela que 11% dos brasileiros são diabéticos mas que quase 67% deles não são obesos!

E a comunidade médica, que vem pregando a cirurgia bariátrica como medida para curar o diabetes - com relato de casos de sucesso em estudo ainda não conclusivo - continuará adotando e recomendando cirurgia, enquanto pesquisa sobre a alta ocorrência de diabetes em pessoas de peso normal.

Dá pra encarar?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Receita Nova, eba!!!

Brigadeirão Diet

1 colher de sopa bem cheia (15g) de amido de arroz dissolvido em 150 ml de leite desnatado
1 pacote (12g) de gelatina em pó sem sabor e sem cor hidratado com 2 colheres de água
2 colheres (15g) de manteiga de cacau, margarina zero trans ou manteiga sem sal
4 colheres bem cheias (50g) de cacau em pó (puro, não chocolate em pó - que tem açúcar, nem achocolatado - que tem muito carboidrato de digestão rápida)
850 ml de leite desnatado
11 colheres bem cheias (220g) de leite em pó
Adoçante a gosto*
Granulado diet a gosto

*Indicamos o uso de qualquer adoçante em pó, desde que não seja do tipo "use como açúcar", pois estes têm menor poder edulcorante.

Modo de preparo:

1) Bata no liquidificador o adoçante, a manteiga ou margarina, o leite, o leite em pó e o cacau.

2) Leve a mistura do liquidificador ao fogo médio, mexendo sempre, até cozinhar bem e reduzir um pouco.

3) Separe uma concha desse cozido e junte à gelatina hidratada para dissolvê-la.

4) Verta o amido dissolvido em leite na panela e continue cozinhando, sem parar de mexer, até engrossar.

5) Baixe o fogo e continue cozinhando por cerca de 3 minutos, mexendo para não grudar no fundo.

6) Retire do fogo e misture bem a gelatina dissolvida anteriormente.

7) Verta tudo em uma forma redonda de furo central previamente molhada, para que possa desenformar com maior facilidade.

8) Leve à geladeira coberto, de um dia para o outro, e depois desenforme sobre um prato.

9) Enfeite com o granulado diet.

Esta receita pode ser dividida em 20 pequenas porções, cada uma com 67,5 g e a seguintes vantagens sobre um produto tradicional:

- Reduzidíssima quantidade de carboidratos, além de não ter açúcar, de qualquer natureza, adicionado;

-Por conseqüência, com mais proteínas e minerais, especialmente o cálcio do leite;

- Zero gordura trans e, se não for usada manteiga nem leite integral, quase zero de colesterol;

Quando você experimentar, nos dê a sua opinião. Mas se tiver sem tempo de fazer, http://www.clarisalimentos.com.br/. Lá seu Brigadeirão já está prontinho, com um pouco menos de calorias e gorduras, adoçado com o estado da arte em adoçantes culinários.

O que seria Beneo?

Beneo TM é uma marca da empresa Orafti, a maior produtora de ingredientes derivados da raíz da chicória no mundo, iniciada na Bélgica e hoje também produzindo no Chile.

Com esta marca, e usando os ingredientes a ela associados, indústrias alimentícias do mundo todo podem comunicar, "num pacote só", um bom conjunto de benefícios à saúde que os seus produtos podem proporcionar, bastando no entanto que o consumidor saiba do que se trata.

Há já uma década a Orafti trouxe para o mercado brasileiro seus produtos, notadamente as inulinas e oligofrutoses que são tipos de fibras alimentares solúveis extraídas da raíz da chicória (foto acima). Tais ingredientes, devidamente aplicados na indústria alimentícia, têm o condão de enriquecer a dieta dos seus consumidores com uma quantidade e qualidade de fibras em grande parte esquecidas pela dieta moderna.

Para se ter uma idéia dos benefícios da ingestão da inulina e oligofrutoses, veja um dos press releases que dá conta de alguns resultados de estudos relacionando esses ingredientes e a saúde humana.

À parte o que se encontra no site porém, nessa mesma 5ª Conferência do press release citado, o arqueólogo Jeff Leach deu uma palestra sobre o papel dos prebióticos (dentre os quais estão a inulina e as oligofrutoses) na dieta dos nossos antepassados e sua relevância para a saúde e nutrição humana modernas. Tal contribuição se encontra impresso no Newsletter número 15 da mesma empresa, publicada no outono de 2006, cujo extrato segue livremente traduzido por nós:
"Geneticamente nós somos caçadores-coletores vivendo num ambiente nutricional que provê uma dieta baseada em vegetais, de alto conteúdo de fibras, o que é compatível com nosso genoma (...) [enquanto] as dietas modernas oferecem uma realidade de baixa fibra, alta gordura e alimentos de carboidratos refinados. Nossa comida moderna não seria reconhecida pelos nossos ancestrais como uma dieta apropriada. O mesmo se passa para nossa microflora"

"De uma perspectiva evolutiva nós não comemos fibras e prebióticos suficientes. Uma média de ingestão contendo 2 a 4g por dia de prebióticos, e menos de 20g por dia de fibras nos países mais desenvolvidos. Isso é um quarto ou menos do que comiam nossos ancestrais. Os estudos que tentam relacionar saúde com a ingestão de fibras dietéticas ou de frutas e vegetais frequentemente têm apresentado resultados nulos. Isso deve ser porque mesmo as 'altas ingestões de fibras' desses estudos estavam na região de 25-30g por dia, o que está muito longe da quantidade necessária para a saúde se for tomada a dieta dos primeiros humanos como marco de referência. Em minha opinião, uma ingestão diária de 50-75g de fibras, incluindo 10 a 25g por dia de prebióticos, deve ser o ótimo."

Eis mais um pedaço do elefante.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Entre a "meia" ciência e a sabedoria popular...

fico, sem dúvida, com a segunda, na maioria das escolhas diárias.

É o que me passa ao confrontar um estudo toxicológico sobre o ciclamato (adoçante artificial) com o ditado que diz: "a diferença entre o remédio e o veneno é a dose".

É certo que esse adoçante já é bem antigo, tão controverso quanto cientificamente testado, teve seu uso proibido nos Estados Unidos na década de 70, e, pensando bem, tem coisa melhor por aí...

Mas o que me interessa dizer não é isso. Interessa dizer algo acerca da disciplina da toxicologia, uma ciência que se vale do método experimental para tirar suas conclusões, por sinal muito úteis para o mundo moderno em que, com cada vez maior velocidade, são introduzidas novas moléculas no ambiente natural para que os seres as absorvam e, com elas ou diante delas, reajam.

Porém, como se pode depreender de uma rápida olhada no estudo em hiperlink, o conhecimento sobre a toxicologia de uma substância está para o homem (e também para os cientistas) assim como um elefante está para um cego: o cego apalpa o elefante, ouve o elefante, sente sua textura, pode descrevê-lo sob muitos aspectos, mas não pode compreender o elefante em toda a sua completude. (Perdoe-me, caro leitor, a metáfora tosca, mas acho que deu pra entender, certo? ;-) )

Assim são os resultados parciais dos estudos em toxicologia: cada um por si só não explica o "elefante" mas tão somente uma parte dele. E nós, caro leitor, nós leigos ou semi-leigos, que estamos do lado de cá só recebendo essas moléculas que os outros inventam, ficamos aturdidos com notícias alarmadas, às vezes entupindo nossas inocentes caixas de e-mail, noticiando que substância tal causa câncer, substância não sei qual foi proibida lá mas não cá, etc.

Não que sejam mentiras, mas devemos lembrar que isso não é tudo. Cada estudo é um pequeno tijolinho a participar da construção do conhecimento necessário para condenar ou rejeitar esta ou aquela solução engendrada para a vida moderna.

Enquanto isso, prudente é lembrar do ditado que, em minha modesta opinião, seria o "pai" dos IDA´s (Ingestão Diária Aceitável): se não se pode evitar completamente, então que seja a dose pequena.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Água, simples assim! E tim-tim.


Certa vez estive numa conferência corporativa de vendas organizada por uma importante indústria do ramo de bebidas. Dentre todas as mensagens motivacionais emanadas do principal executivo da ocasião, a que mais me marcou, e que acabei retendo, foi algo mais ou menos assim: "O brasileiro bebe em média X litros de bebidas não alcoólicas por ano. Nós podemos suprí-las, inclusive substituindo tudo o que se toma de água, pelos nossos produtos."

Bonito? Não exatamente. Empolgante, talvez... E, de certa forma, penso que ele, como executivo de vendas, tinha razão. De outro modo, como explicar a explosão - e o enorme sucesso - de bebidas gaseificadas ou não, muitas vezes adoçadas - ainda que sem adição de açúcar -, e sempre aromatizadas? Parece até que as pessoas não gostam de água e portanto... têm que disfarçar o gosto com qualquer outra coisa.
Pois nada pode substituir a água pura, limpa, livre de contaminantes químicos ou biológicos, para a manutenção da saúde humana. E o motivo é simples: há toda uma sorte de estudos relacionando a adequada hidratação à prevenção de doenças, inclusive o câncer. E, de acordo com a nossa colaboradora de outra postagem deste blog, uma ingestão diária de 30ml por kg de peso corpóreo é o mínimo desejável.
Ora, quem tem 100kg deve ingerir 3 litros de água, o equivalente a 12 copos americanos grandes; quem tem 70 kg, quase 9 copos; e assim por diante. E, convenhamos, essa não é das proezas mais simples de se realizar! Pois além de beber (lembrar, ter ao alcance, desenvolver hábito, etc.) tem-se também que dar conta da saída disso tudo.
Quando se consome água na forma de sucos, refrigerantes, chás, isotônicos, etc., o efeito é proporcionalmente menor, o que demanda ainda mais líquidos para se obter o mesmo resultado. Daí a maior vantagem da ingestão de água pura.
E pra quem pode, e consegue, as recompensas parecem ser grandes. Eu, que andei observando, vejo a diferença: debaixo do sol, após atividades extenuantes, meio litro de água faz milagres, parece que você fica novo de novo. Uma simples semaninha cumprindo a meta diária tira dores das articulações, dos rins, aumenta a disposição, melhora o sono, torna mais desperto.
Independentemente dos resultados de estudos, só pela lógica, isso faz muito sentido. Por óbvio que aumentando a limpeza orgânica, menos radicais livres, menos toxinas, menos doenças degenerativas, menor envelhecimento. Por outro lado, imagine-se o quanto de pequenas doenças sem explicação podem ter origem numa leve mas permanente desidratação?
Bem, fica lançada uma proposta para promessa de Ano Novo: beber mais água.
Feliz 2008. Tim-tim.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Caranguejo não é peixe, caranguejo peixe é?


Não, não temos dúvidas de que caranguejo não é peixe e sim um crustáceo. Mas esses tempos andamos às voltas com esta cantiga assim: “Ricota não é queijo, ricota queijo é?”

Tudo começou com um amigo dizendo que achava o “fim da picada” chamar de “4 queijos” uma pizza recheada com mussarela, parmesão, gorgonzola e... ricota! Ora, não são então 4, mas só 3 queijos?

3 ou 4, para que não restem dúvidas, existem os PIQ´s (padrões de identidade e qualidade) dos alimentos. Esses são os seus cabais definidores, para todos os fins de uma comunicação precisa.

O queijo é, segundo a definição oficial do Brasil, o produto fresco ou maturado que se obtém por separação parcial do soro do leite reconstituído (...), ou de soros lácteos, coagulados pela ação física (...), todos de qualidade apta para uso alimentar, com ou sem agregação de substâncias alimentícias e/ou especiarias e/ou condimentos, etc.

Sem complicar muito, a ricota é produzida por meio da floculação do soro de leite a quente e em meio ácido. Muito bem, estamos diante de uma espécie de queijo!

Agora pode pedir tranqüilo! São 4 queijos sim.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Grãos germinados -

Grãos germinados , O processo de germinação torna os nutrientes mais
digeríveis e alguns nutrientes multiplicam-se. É o caso da vitamina C,
que é praticamente inexistente no grão de trigo, mas que, uma vez
germinado, aumenta seiscentos por cento o seu teor.  Os grãos
germinados são pobres em calorias, mas contêm quantidades apreciáveis
de vitaminas A e C, vitaminas do complexo B, vitamina E, algum ferro e
enzimas e proteínas.

Castanha do Pará (ops, Brasil)

também chamada de castanha do Brasil é uma árvore
que pode atingir 55 metros de altura e viver cerca de 600 anos. è
cultivada de forma sustentável e é uma fonte de renda imprescindível
para a população ribeirinha da bacia do amazonas. Apenas uma noz é
suficiente para suprir as necessidades diárias de Selênio no organismo
humano. Estudos recentes mostram que o mineral previne câncer,
cardiopatias, reduz a toxidade de metais pesados e age no combate aos
radicais livres.

Behhhh- Cabrito

É a carne mais light de todas com menor teor calórico e
menos gordura e colesterol que as carnes de frango, peru, porco, vaca
ou peixe. Além disso é muito macia, suculenta e saborosa.

Linhaça

É um alimento funcional, capaz de prevenir o câncer de mama,
cólon e próstata. Já foi utilizado para curar ferimentos ou no
processo de mumificação no antigo Egito. É a maior fonte de omega-3
encontrada na natureza, no entanto para que esta gordura seja
aproveitada deve ser extraída do grão deixando-o de molho antes do
consumo. O grão inteiro passa incólome pelo intestino humano, tendo
apenas o efeito de fibra alimentar.

Funcionais

Alimentos funcionais são aqueles que podem diminuir o risco de algumas
doenças pois seu uso contínuo pode proporcionar aumento da defesa
orgânica e redução do ritmo de envelhecimento celular

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Orgânicos....

Alimentos orgânicos são produzidos respeitando o meio ambiente, a
partir de um solo puro, saudável e rico, por isso são alimentos mais
nutritivos e sem elementos tóxicos.

Curiosidades - Quinua

Grão de origem andina, foi considerado pela ONU como o alimento mais completo de todos, é uma fonte de proteína de excelente qualidade, possuindo até os aminoácidos que são típicos da proteína animal. Esbanja ômega 3 e 6, gorduras do bem que impedem a deposição de gorduras maléficas nas artérias.
Possuem uma elevada quantidade de carboidratos e fibras controlando a liberação de glicose, impedindo o sobe-e-desce do açúcar no sangue que dá fome rapidinho. Possuem várias vitaminas (tiamina, riboflavina, niacina e vitamina E) e minerais (magnésio, potássio, zinco e manganês) e a ausência de glúten (ótima notícia para quem tem alergia a esse elemento).

sábado, 20 de outubro de 2007




Bio Fach - Sustentabilidade sustentável?

Essa semana tivemos a BioFach - feira de orgânicos no Transamérica. Estava pequena, representada por meia dúzias de players gigantes de olho num futuro distante, marcando presença com pequenas iniciativas, pequenas apostas, insignificantes frente ao negócio como um todo(vai que a moda pega) e mais outra meia dúzia de pequenos, evidentemente sem fôlego para esperar a moda pegar.
Voltei filosófica, a questão é que orgânicos são mais caros, mas será que valem mais? Segundo os mestres , todo valor é gerado pelo trabalho humano, mas só tem valor aquele trabalho absolutamente necessário para a produção dos bens, aquilo que é feito de forma ineficiente não vale mais por isso (isso é Marx, voltei filosófica mesmo!). Muitas vezes o produto orgânico é idêntico ao convencional, mas é sempre mais caro. Acho que Marx acharia ridículo essa coisa de sustentabilidade.
Por outro lado, ninguém gosta de pagar a conta daquilo que não usou e não foi responsável. Supondo que o consumo de alfaces com agrotóxico é responsável pela contaminação do lençol freático que por sua vez precisa de um tratamento caríssimo para fornecer água potável. Quem tem que pagar por esse tratamento é o comedor de alface ou o bebedor de água?
Eu quero que o comedor de alface pague! Mas isso implicaria que o valor do alface fosse o valor do trabalho utilizado na sua produção somado com uma "indenização" pelos danos ao meio ambiente. Como minha mãe ensinou que não sujar dá menos trabalho que limpar depois, acredito que os dois alfaces seriam mais caros que atualmente, mas dentre eles o orgânico seria mais barato. Marx diria que o modo de produção orgânica é mais eficiente e seríamos felizes para sempre.
O problema é saber se temos organização social suficiente para superar Adam Smith, para calcular o valor exato da "indenização" necessária em cada bem, para reavaliar o valor de todas as coisas existentes nesse mundo. Complicado! não? Engraçado é que se algo assim acontecesse, veríamos as previsões Marxistas mais pessimistas serem desacreditadas exatamente pela exacerbação do capitalismo, pela monetarização de cada partícula de sujeira lançada ao ar. Tudo precisa ter um preço!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Fome Zero - Ma Che Fome?


Essa semana estava lendo um relatório de avaliação do estado nutricional do brasileiro, um estudo muito completo. Bonito de se ver.
O resumo é que no Brasil inteiro, inclusive nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de pessoas abaixo do peso ideal é similar aos padrões indicados pela OMS como característicos de países desenvolvidos. Em algumas regiões o problema do baixo peso é mais grave no grupo com renda acima de 5 sal. mínimos que com renda abaixo de 0,5 salários mínimos.
Já o sobrepeso é um problema bem sério, atinge quase metade da população. A pesquisa indica o que todos já sabemos. Come-se açúcar demais, come-se gorduras demais. Quando o assunto é gordura saturada então...
Fora isso o relatório é um pouco curioso, porque quem lê fica com a impressão que o brasileiro é muito bem alimentado, só padece com a superalimentação. Entretanto basta conversar com uma nutricionista, um nutrólogo ou qualquer profissional da área de saúde que veremos que a realidade não é bem assim. O estudo investiga somente a ingestão de macro nutrientes, mas tem dúzias de doenças relacionadas com a alimentação, com incidências cada ano maiores, cujas causas ficam invisíveis no relatório.
É meio triste ver que o governo fez o auê que fez, (Lembra do fome zero?) em torno de um problema que não existia, depois promoveu uma linda pesquisa para provar que o problema não existe mesmo, enquanto isso... Cada dia a verba para o setor de saúde fica mais insuficiente para consertar aquilo que poderia ser consertado simplesmente com a promoção de uma alimentação mais saudável pra todos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

DROGA, DROGA, DROGA! NÃO SOU SPAMER!!!

Há dois meses, o yahoo colocou a gente na lista de spamers e o resultado foi que não posso nem responder a e-mails de clientes que usem o serviço do yahoo.
Fiquei muito triste porque EU ODEIO SPAM, e sempre tomei todos os cuidados para não ser chata. Só de pensar que eu estou sendo vista como uma spamer dá vontade de parar de escrever. Todo meu entusiasmo com o blog foi embora...
Mas assim é a vida e aqui estou eu novamente. Não dá pra desistir assim tão fácil, né!
Vou tentar fazer diferente, escrever com mais frequência e não postar vários textos ao mesmo tempo. Quanto ao news... Talvez ele tenha mesmo morrido. Talvez eu ache outro jeito. Sei lá.
Só sei que NÃO QUERO SER SPAMER!

Profissionais da comida

Muita gente ganha a vida fazendo comida para outros comerem, mas isto pode ser feito sob enfoques bem diferentes. São pelo menos três grandes grupos de profissionais: os de nutrição, de gastronomia e de por último tem um time meio desconhecido, o da engenharia de alimentos.
Os profissionais de nutrição sempre pensam em primeiro lugar nos efeitos da comida a longo prazo, ou seja, na saúde de quem come. A gastronomia é imediatista, dedica-se ao prazer de comer.
O terceiro time existe para fazer a comida durar. Saudável ou saborosa, isso depende de especificações que estão fora de nossa área principal de atuação, nossa especialidade é conseguir que o alimento seja como deve ser até o momento do consumo.
Poucos são os profissionais das duas áreas que conhecem o suficiente da outra para oferecerem aquilo que todo mundo precisa: comida saborosa e saudável.
Estes três grupos consumam estabelecer prioridades completamente diferentes, nem sempre nosso relacionamento é fácil...